Festival Morabeza LX volta a pôr Lisboa a viver ao ritmo de Cabo Verde

25 de Abril de 2026
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Batucadeiras das Olaias | DR

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Depois de reunir cerca de duas mil pessoas na estreia, em 2025, o Morabeza LX regressa a 9 de maio ao Museu de Lisboa, Palácio Pimenta, para uma segunda edição que aprofunda a celebração da cultura cabo-verdiana na capital portuguesa. Produzido pela Kriativu, em parceria com a Gebalis, AIMA, Ministério dos Negócios Estrangeiros de Cabo Verde e apoio da BANTUMEN, Música, gastronomia, oralidade, cinema, workshops e empreendedorismo criativo voltam a cruzar-se num festival que tem como objetivo firmar a identidade das ilhas e da diáspora como parte viva da cidade.


Este ano, o cartaz constrói-se a partir da ideia de morabeza, palavra que convoca acolhimento, afeto, generosidade e convivência. É essa filosofia que orienta o evento, pensado como espaço de encontro entre gerações, linguagens artísticas e comunidades, reforçando a relação histórica entre Cabo Verde, a sua diáspora e Lisboa.


A edição de 2026 dá continuidade a esse caminho com uma programação reforçada, que inclui June Freedom, Memé Landim, Batucadeiras das Olaias, Batucadeiras Bandeirinha Panafrikanistas e Talentos do Bairro, numa parceria com a Gebalis. Paralelamente, o Mercado Kriolo volta a assumir um papel central, ao reunir projetos de artesanato, moda, gastronomia e economia criativa cabo-verdiana, afirmando-se como um dos polos mais dinâmicos do festival.


A oralidade ganha espaço com as “Stórias de Cabo Verde”, protagonizadas por Adriano Reis e Flôr Porto, num momento dedicado à memória afetiva e ao património narrativo das ilhas. O programa inclui ainda workshops participativos, como a oficina de cerâmica com o O Barro Atelier e um workshop de kizomba, bem como a exibição dos documentários “Hora Di Bai” e “Maio”, que propõem uma reflexão sobre os desafios e universos da cultura cabo-verdiana.


Entre os momentos de pensamento e debate, destaque para a mesa redonda “A morabeza que nos falta”, com curadoria da BANTUMEN, que junta Neusa Sousa (fundadora Chá de Beleza Afro), Cláudio Rumal (dirigente associativo) e Benilde Matsinhe (professora e jornalista). Partindo de um conceito sem tradução exata - a morabeza enquanto arte de acolher o outro com genuinidade -, a conversa propõe uma leitura contemporânea e crítica sobre hospitalidade, pertença e exclusão. Num tempo marcado por fronteiras cada vez mais visíveis e por algoritmos que moldam relações e reconhecimentos, o debate lança a questão: que falta faz hoje uma hospitalidade coletiva e quem ainda sabe praticá-la?


Na gastronomia, um dos pilares do evento, destacam-se os sabores tradicionais do arquipélago, com a presença de vários restaurantes e o concurso “A melhor Cachupa de Lisboa”, reforçando o papel da cozinha como expressão identitária e ponto de encontro cultural.


Liderado por Nuno Varela, fundador da Kriativu, e pelo produtor cultural Rainner Brito, o Morabeza LX 2026 surge como uma evolução natural do sucesso da primeira edição e consolida-se como um evento de referência na promoção, visibilidade e valorização da cultura cabo-verdiana em Lisboa.

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