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O Human Leaders International Congress Cabo Verde 2026 começou esta sexta-feira, 24 de julho, no Campus da Universidade de Cabo Verde, na cidade da Praia. Até às 10h15, a sessão de abertura reuniu representantes das principais instituições cabo-verdianas e deu lugar à primeira palestra central do encontro, conduzida pelo executivo angolano Ivanilson Machado.
Com Kathy Moeda na condução do programa, o congresso arrancou com a receção e o registo dos participantes, num primeiro momento de encontro entre oradores, profissionais, académicos, dirigentes empresariais e representantes de diferentes países.
A cerimónia oficial de abertura contou com intervenções da Reitoria da Universidade de Cabo Verde, da Presidência da Câmara Municipal da Praia e da liderança do Human Leaders International Congress. O Presidente da República de Cabo Verde participou à distância, através de uma intervenção online.
As primeiras mensagens colocaram Cabo Verde no centro de uma discussão internacional sobre a necessidade de criar modelos de liderança mais próximos das pessoas, capazes de responder às mudanças tecnológicas, sociais e económicas sem transformar o fator humano numa preocupação secundária.
A BANTUMEN acompanha o congresso enquanto media partner.
Ivanilson Machado abre o debate sobre liderança num mundo disruptivo
Depois da sessão institucional, Ivanilson Machado subiu ao palco para a palestra principal “Liderança Humanizada num Mundo Disruptivo”, marcada para decorrer entre as 9h35 e as 10h15.
O executivo sénior angolano e CEO da Pumangol conduz a primeira reflexão central do congresso, dedicada à importância de colocar as pessoas no centro das organizações num contexto de transformação tecnológica acelerada, mudanças no mercado de trabalho e crescente pressão sobre equipas e lideranças.
A palestra procura discutir como as organizações podem adaptar-se à inovação sem perder a capacidade de escutar, compreender e mobilizar as pessoas que sustentam o seu funcionamento.
A presença de Ivanilson Machado coloca também Angola entre as vozes de destaque desta primeira edição, que junta participantes oriundos de diferentes geografias africanas, europeias e das diásporas.
Depois da palestra principal, o programa prosseguiu com o talk show “Histórias de Superação”, com Dom Ildo Fortes, Sandra Querido e Mário Semedo, numa conversa moderada pela jornalista Rosana Almeida sobre desafios pessoais e profissionais, mudanças de direção e reconstrução.
Madalena Quiala moderou o painel “O Futuro da Liderança: Sustentável e Inclusivo”, dedicado às mudanças no mundo do trabalho e às competências exigidas aos líderes dos próximos anos. João Lins, da Fundação Getulio Vargas, participou como keynote speaker, acompanhado por Chady Hojeige e João de Carvalho.
Em entrevista à BANTUMEN, Madalena Quiala, profissional das áreas de desenvolvimento humano, comunicação e perfis comportamentais, defendeu que liderar exige conhecer as pessoas para além dos nomes e das funções. Para a angolana, a liderança humanizada traduz-se na forma como as equipas são escutadas, orientadas e envolvidas.

Sessão de abertura da Human Leaders em Cabo Verde | ©BANTUMEN

©BANTUMEN
Depois da pausa para almoço e da programação cultural, o congresso regressou com o painel “Felicidade no Trabalho: Possibilidade ou Utopia?”. Denize Dutra, da Fundação Getulio Vargas, participou como keynote speaker, ao lado de Rui Pereira e Mayra Silva.
A discussão confrontou o discurso empresarial sobre bem-estar com as condições reais das organizações, abordando felicidade, resultados, sobrecarga, saúde mental e o impacto da tecnologia nos ambientes laborais.
O painel “Liderança na Perspetiva da Neurociência” reuniu Ingrid Gielow, Joceli Drumont e Taise Mosso Ramos para analisar comunicação, comportamento e a reação do cérebro à pressão, à mudança e a diferentes modelos de comunicação.
A programação paralela incluiu workshops e masterclasses sobre saúde integrativa, comunicação, liderança feminina, sustentabilidade e desenvolvimento organizacional.
Adama Djaló e Cláudia Rodrigues orientaram a masterclass “O Código Humano da Comunicação”, dedicada à adaptação da comunicação aos diferentes perfis comportamentais. A jornalista Soraia Ramos de Deus conduziu o workshop “Storytelling que Lidera: Como Narrativas Constroem”, sobre o uso das histórias como instrumentos de comunicação, identidade e influência.
Às 16h50, o programa principal regressou com a mesa-redonda “A Jornada do Líder Humanizado e Gestão de Crise”. Ricardo Godinho, Cristina Fontes e Pedro Brito, conhecido como Bubista, participaram numa conversa moderada pela jornalista Margarida Fontes.
O encontro abordou propósito, tomada de decisão, gestão de equipas e resposta a momentos de instabilidade. A experiência de Bubista no futebol cabo-verdiano acrescentou a perspetiva da liderança em ambientes de elevada pressão.
A programação formal terminou com a palestra “Liderar sem Perder a Alma: o Novo Código da Liderança Ágil e Humanizada”, apresentada por Yara Mupei, sobre como responder às transformações sem abandonar o propósito e a responsabilidade pelas pessoas.
O Human Leaders International Congress continuou no sábado, 25 de julho, com debates sobre inteligência artificial, governação ética em África, liderança feminina, bem-estar no mundo corporativo e novas relações laborais. Vanessa Sanches, cofundadora da BANTUMEN, participou no painel dedicado à liderança e ao papel das mulheres na governação.
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