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Monsta, Landim, Bala G, Dbriga, Badoxa, LIBRA com Clara Lima e Badibanzelo estão entre os nomes que marcam os lançamentos desta semana. Entre novos álbuns, singles e colaborações, esta leitura reúne os temas editados ao longo dos últimos dias - de segunda a sexta-feira - entre Angola, Portugal e Cabo Verde, num cruzamento de percursos, linguagens e momentos distintos da música urbana contemporânea.
Num contexto em que a produção musical se distribui por múltiplas plataformas e ritmos de consumo, esta seleção funciona como ponto de encontro para perceber o que está a marcar a semana, mantendo também a ligação a outras geografias da diáspora, como o Brasil.
Entre os destaques, Monsta apresenta o EP FYNTA, um projeto centrado na dimensão mais crua e competitiva do rap. Com um percurso ligado à Força Suprema, o rapper angolano reforça aqui a sua presença num registo direto, marcado pela tensão lírica e por um discurso de confronto que volta a agitar o ecossistema do hip hop nacional.
Se, por um lado, há espaço para esse lado mais combativo, por outro, surgem trabalhos que partem de um lugar mais introspectivo. É o caso de Bala G, que em “Nhas Falhas” assume um tom mais contido, explorando a responsabilidade individual, os erros e o processo de crescimento. O tema antecipa um novo EP e abre uma fase mais estruturada na sua carreira, mantendo a ligação às narrativas pessoais que têm marcado o seu percurso.
No campo do rap crioulo, Landim integra “Marrakash” no álbum Mito, reforçando o seu lugar como uma das referências para a nova geração. Com uma escrita marcada pela autenticidade, o artista continua a trabalhar uma identidade que cruza memória, território e cultura urbana.
LIBRA e Clara Lima reforçam a ponte entre Portugal e Brasil em “No One Will Save You”, num encontro que sublinha a circulação cada vez mais natural entre diferentes cenas da música urbana.
Dbriga apresenta “Trouxe o quê?”, um tema que nasce da Linha de Sintra e que reflete experiências de migração, pertença e resistência. O rapper inscreve-se numa nova geração do underground português, onde a música funciona como espaço de afirmação pessoal e coletiva.
De Angola, Badibanzelo, em colaboração com Júnior Lisboa e Rafael Beatz, lança “Te fiz que”, reforçando a dinâmica colaborativa da cena local e a ligação a movimentos como os Séketxe, que continuam a afirmar linguagens próprias dentro do rap.
A semana fica ainda marcada por outros lançamentos que ajudam a compor este retrato mais amplo, como “Comboio”, de Biura, “Vida dum Trapper”, de AyCi, “Toma Toma”, de Neyna com Taliixo Beatz e Wiils e “Mãe Grande”, de Badoxa.
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