O MIA - Mês da Identidade Africana está de volta com onze dias de eventos gratuitos

5 de Novembro de 2026
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©BANTUMEN

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O MIA, Mês da Identidade Africana, regressa a 11 de novembro para uma 5.ª edição que se estende até dia 21 e que este ano acontece num espaço da Associação Cultural e Juvenil Batoto Yetu Portugal, no Bairro dos Alfinetes, em Marvila. Organizado pela BANTUMEN, que este ano faz 11 anos, o festival junta conversas, uma exposição de fotografia, um workshop para crianças, sessões de cinema, uma oficina de leitura e pintura e uma festa de encerramento, com entrada livre em todas as atividades mediante inscrição.


O MIA nasceu em fevereiro de 2022 como um projeto editorial digital. Inspirou-se nos meses dedicados à história e à identidade negra nos Estados Unidos, no Brasil e no Reino Unido, com o objetivo de celebrar as múltiplas expressões da identidade africana e afro-lusófona em Portugal. Em 2023, mudou-se para novembro e passou a ser um evento físico, e desde então tem crescido de edição para edição. Em 2024 levou sete eventos a Lisboa e ao Porto, do AVENIDAS à UPTEC. Em 2025 ocupou a Casa do Comum com Ecos da Memória, uma exposição sobre os 50 anos das independências dos PALOP, ao lado de conversas sobre cinema negro, parentalidade e criação digital.


A edição de 2026 dá continuidade a esse caminho e mantém alguns dos fios que a definem. A abertura, a 11 de novembro, às 18h30, fica a cargo de Yuran Tinta e Nicoly França, criadores de conteúdo que vivem no Brasil e fundadores da Yuni Cria, a empresa com que produzem conteúdo para marcas como a Netflix, a Nestlé e o Nubank e dão formação a outros criadores. Um ano depois do workshop de criação de conteúdo que Christian Rôças orientou no MIA de 2025, a conversa “Conteúdo não é brincadeira” volta a pôr o digital no centro do programa. Parte da ideia de que criar para as redes parece um gesto leve, mas tem o peso de uma voz pública, e fala do caminho entre publicar por gosto e fazer disso uma profissão. A participação é gratuita, mas os lugares são limitados e é necessária inscrição através deste link.


Dois dias depois, a 13 de novembro, às 18h30, inaugura Ba Da Bu Mind Bentu, a exposição de fotografia de Janeth Tavares. A curadoria é de Ivanova Araújo, que assina pelo terceiro ano consecutivo a exposição do MIA, depois de Caleidoscópio, em 2024, e de Ecos da Memória, em 2025. O título parte da expressão cabo-verdiana “ba da odju bentu”, que quer dizer ir espairecer, apanhar ar, refrescar as ideias. A mostra reúne quinze anos de fotografia de música, do urbano ao tradicional, entre os palcos e os bastidores, com o foco nas pessoas que fazem a música acontecer. A inauguração tem entrada livre, com inscrição prévia neste formulário.


O sábado, 14 de novembro, é dedicado a dois públicos. Às 15h00, a terapeuta capilar Súh Varela, fundadora da Criola More Than Beauty, orienta o workshop “Do meu cabelo, cuido eu”. Ensina crianças a partir dos 8 anos a cuidar do próprio cabelo, com curvatura ou com locs, a partir da prevenção e do conhecimento do couro cabeludo e dos fios, e retoma um tema que o MIA já tinha trazido em 2024 com o workshop “Raízes de Poder”. Os lugares são limitados e, para participar, basta fazer a inscrição aqui.


Mais tarde, às [HORA], a BANTUMEN apresenta em estreia “Lisboa Africana”, o videocast realizado por Fábio Silva, que no ano passado apresentou no MIA A Biblioteca Negra. No videocast, a BANTUMEN foi ouvir vozes da cidade como Nenny, Eva Cruzeiro, Djuzé Lino Neves, Maria Barbosa, Nael d’Almeida, Yussef e Andro “El Condutor” del Pozzo. A exibição é seguida de uma conversa moderada por Marisa Mendes Rodrigues, também de acesso livre, com lugares limitados e inscrição disponível através deste link.


O cinema volta a 20 de novembro, às 19h00, com Batida de Lisboa, o documentário de 2019 de Rita Maia e Vasco Viana que percorre os arredores da capital através das vidas de músicos com raízes em Angola, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Guiné-Bissau, os mesmos que reinventaram a batida afro-portuguesa. No fim da sessão, Rita Maia conversa com Janeth Tavares, ligando o filme à exposição. Como os lugares são limitados, quem quiser assistir deve inscrever-se previamente neste link.


O último dia, 21 de novembro, começa com os mais novos. Às 15h00, Wilds Gomes lê A Girafa do Noah, o seu livro infantil sobre saudade e coragem, ilustrado por Ana Marta Huffstot, numa sessão que continua com uma oficina de pintura para crianças e acompanhantes. É gratuita, tem lugares limitados e a inscrição pode ser feita aqui. O dia termina com a Block Party que a BANTUMEN organiza com a Kriativu, espaço cultural do Bairro do Armador, também em Marvila. Das 17h às 21h, são quatro horas de música e comida, com um line-up em que Wilds Gomes volta a juntar-se a Carlos Pereira, com quem conduziu as conversas “Amar no Masculino” no MIA de 2024, desta vez num B2B, ao lado de Fvbrícia, Will100Smith e Único Nuni. A festa de encerramento tem entrada livre, mediante inscrição através deste link.


O MIA 2026 decorre de 11 a 21 de novembro no espaço da Batoto Yetu, na Rua António Gedeão, 8, no Bairro dos Alfinetes, em Marvila, Lisboa. A exceção é a Block Party, que acontece na Kriativu, na Rua Bento Gonçalves, no Bairro do Armador. A entrada é livre em todas as atividades, mediante inscrição nos links indicados para cada uma.

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