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A Orange Money, serviço de transferência de remessas para África, acaba de chegar a Portugal, com uma campanha promocional de envios sem taxas, até ao dia 31 de agosto de 2026, para mais de 30 destinos no continente.
A chegada não podia ser mais oportuna. Portugal tem hoje uma das maiores concentrações de comunidades africanas lusófonas da Europa. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgados em 2025, vivem no país mais de 103 mil angolanos, mais de 76 mil cabo-verdianos e mais de 53 mil guineenses - sem contar com a comunidade moçambicana e todas as famílias que, todos os meses, fazem o mesmo gesto: enviar uma parte do que ganham cá para quem ficou.
Para esta população, o envio de dinheiro não é um extra ocasional - é uma rotina que sustenta rendas, escolas, consultas médicas e o dia a dia de quem depende desse apoio em Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau ou Moçambique. E é precisamente aí que mora o problema que a Orange Money diz querer resolver: cada transferência internacional tem custos que se acumulam, mês após mês, e que pesam mais em quem envia valores mais pequenos com maior frequência.
A marca não é uma desconhecida no continente africano. Nasceu em 2008, na Costa do Marfim, e conta hoje com mais de 47 milhões de clientes espalhados por mais de 17 países onde opera diretamente como serviço de dinheiro móvel - uma rede que, através de parcerias com operadores locais, permite agora alcançar mais de 30 destinos no continente para efeitos de envio de remessas. Em Angola, por exemplo, o destinatário levanta o valor num ponto Africell/Afrimoney; não é entregue em mão, mas fica disponível de forma segura, rapidamente, num local físico de confiança.
Com esta campanha, a promessa é simples de entender e difícil de ignorar para quem já sentiu o peso das taxas: enviar dinheiro para casa sem que uma fatia significativa se perca pelo caminho. Até 31 de agosto de 2026, os envios feitos através da Orange Money para os destinos abrangidos ficam isentos de taxas - uma medida promocional pensada diretamente para quem, em Portugal, faz este gesto todos os meses e sente cada euro que se perde no processo.
A campanha vai estar visível ao longo do verão em Portugal, com presença reforçada nas zonas de maior concentração da diáspora africana, nomeadamente na Linha de Sintra - corredor entre Rio de Mouro e Benfica, identificado como o coração geográfico das comunidades africanas na região de Lisboa - através de outdoors, rádio e conteúdos digitais dirigidos a este público específico.
No fundo, o que está em jogo não é apenas uma campanha promocional. É a possibilidade real de milhares de famílias em Portugal - angolanas, cabo-verdianas, guineenses, moçambicanas - verem o dinheiro que enviam chegar inteiro a quem precisa dele do outro lado do Atlântico ou de África, sem que as taxas fiquem, mais uma vez, com uma parte do que devia ser só para a família.
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