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Entre cultura, empreendedorismo, música e criação digital, a semana trouxe leituras em várias frentes. No topo dos artigos mais lidos na BANTUMEN esteve a entrevista a Ricardo Bento e Mauro Pires, fundadores da Cocktail Master, projeto que cruza técnica internacional e cultura urbana na criação e serviço de cocktails.
Seguiu-se a exposição MWANGOLA – Música Revolucionária, apresentada na Columbia University, que recuperou a música angolana das décadas de 1960 e 1970 enquanto instrumento de resistência e construção de memória coletiva.
A música, “4 de Fevereiro”, de Slow J e Prodígio, transformou uma data histórica num manifesto íntimo sobre pertença e identidade. Já no universo digital, o percurso da criadora de conteúdos angolana Karen Serena trouxe para debate os desafios de existir enquanto mulher negra no mercado digital português, confrontando estereótipos e desigualdades estruturais.
A fechar a lista, a entrevista à curadora Maria Giulia Pinheiro, conduzida por Marisa Rodrigues a propósito da exposição Complexo Brasil, que aprofundou o papel do diálogo crítico enquanto ferramenta para tornar visíveis fraturas históricas e tensões ainda presentes.
A Cocktail Master resultou do cruzamento entre a experiência técnica de Ricardo Bento, com percurso consolidado em bares internacionais, e a criatividade urbana de Mauro Pires, com raízes na dança e na cultura de palco. Responsáveis pela criação e serviço dos cocktails na última PowerList BANTUMEN 100, os fundadores afirmaram uma marca que combina sofisticação, estratégia e identidade cultural, transformando o bar num espaço de expressão e narrativa.
A Columbia University acolheu MWANGOLA | Música Revolucionária, uma exposição curada por Gelmira Gourgel que recuperou a música angolana das décadas de 1960 e 1970 como ferramenta política e memória da luta anticolonial. O projeto destacou a importância de reavaliar o papel da produção musical na construção da identidade nacional e na transmissão de narrativas históricas às novas gerações, dentro e fora de Angola.
No single “4 de Fevereiro”, Slow J e Prodígio transformaram uma data histórica angolana num manifesto sobre pertença, identidade e diáspora. Nascida de forma orgânica, entre encontros em Luanda e conversas de estúdio, a música consolidou um diálogo íntimo entre dois percursos marcados por deslocações e regressos, reforçando a dimensão simbólica da dupla nacionalidade enquanto experiência vivida.
A entrevista a Karen Serena analisou as tensões entre visibilidade e exclusão no espaço digital português, evidenciando como a criadora de conteúdos construiu uma presença sólida ao abordar temas como cabelo crespo, autoestima e vivência na diáspora. O seu percurso revelou as hierarquias persistentes dos algoritmos e das estéticas dominantes, afirmando a importância de ocupar o digital com narrativas próprias e identidades negras.
A exposição Complexo Brasil, apresentada na Fundação Calouste Gulbenkian, propôs uma leitura crítica das fraturas históricas e identitárias do Brasil. Em entrevista, Maria Giulia Pinheiro explicou como projetos como o Laboratório de Confluências e a Ciranda: Saberes ampliaram esse debate, criando espaços de fricção e reflexão que recusaram simplificações e defenderam o conflito como parte essencial do diálogo cultural.
Relembramos-te que podes ouvir os nossos podcasts através da Apple Podcasts e Spotify e as entrevistas vídeo estão disponíveis no nosso canal de YouTube.
Para sugerir correções ou assuntos que gostarias de ler, ver ou ouvir na BANTUMEN, envia-nos um email para redacao@bantumen.com.
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