Retrospetiva BANTUMEN 2025. O fim de um ciclo

2 de Janeiro de 2026
retrospetiva bantumen
Equipa BANTUMEN e artista Rahiz, na 5ª edição da PowerList BANTUMEN 100 | ©BANTUMEN

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Estes últimos 12 meses foram vividos na estrada, nos palcos, nas salas de debate, nas margens e no centro. Um ano em que a BANTUMEN esteve onde as conversas importantes estavam a acontecer, a ouvir, a perguntar, a provocar reflexão. Entre Portugal, África e a diáspora, acompanhámos eventos culturais e institucionais que ajudaram a pensar o presente e a imaginar o futuro.

Festivais, conferências, exposições, prémios e encontros comunitários cruzaram-se numa agenda intensa, feita de pessoas, ideias e contextos que falam de identidade, criação contemporânea, memória, inovação e circulação cultural. E muito mais do que estarmos apenas presente nos espaços, estivemos no terreno com tempo, escuta e compromisso editorial, com o propósito de transformar cada momento em conteúdo, reflexão e diálogo.


Neste 2025 celebrámos 10 anos de BANTUMEN. Dez anos de insistência, de construção lenta e, muitas (muitas!) vezes, contra a corrente. Foi o fechar de um ciclo longo, exigente e profundamente formativo, para abrir espaço a um novo começo. Num contexto mediático cada vez mais hostil, onde o ódio cresce e onde projetos focados em nichos específicos são frequentemente empurrados para a margem, conseguir, ao fim de uma década, ter três pessoas na equipa a trabalhar a tempo inteiro e com um salário digno foi um passo estrutural. Para nós, significou estabilidade, continuidade e a confirmação de que este trabalho, apesar de todos os obstáculos, tem valor, impacto e futuro.


Ao longo do ano, confirmamos a importância de este ser um projeto que opera em duas frentes complementares: a editorial e a cultural, ambas sustentadas por um exercício contínuo de curadoria, muitas vezes invisível, mas absolutamente essencial.

No plano editorial, a BANTUMEN afirmou-se como um espaço de mediação crítica, onde as nossas culturas são tratadas com o devido contexto e responsabilidade. Porque, mais do que noticiar acontecimentos, o trabalho editorial constrói narrativas, liga pontos, acompanha percursos e ajuda a criar memória coletiva. Este processo exige tempo, escuta, investigação e escolhas conscientes sobre quem ganha visibilidade e em que moldes.


Em paralelo, no plano cultural, atuamos como agente ativo na criação, programação e acompanhamento de projetos, festivais, exposições e iniciativas artísticas. Aqui, a curadoria assume um papel central: identificar artistas, aproximar contextos, criar encontros e abrir caminhos entre criadores, instituições e públicos. É um trabalho de bastidores, feito de relações, confiança e conhecimento acumulado, que raramente se vê, mas que sustenta grande parte das colaborações e oportunidades que acontecem no terreno.

Esta dupla atuação faz deste nosso projeto uma porta aberta para a criação de pontes: entre artistas e novos projetos, entre territórios e diásporas, entre memória e futuro. Ao articular comunicação, curadoria e produção cultural, a BANTUMEN acaba por contribuir para um ecossistema mais diverso, mais representativo e mais conectado. Ou pelo menos, é esse o nosso propósito.


Nada disto teria sido possível sem as parcerias, colaborações e cumplicidades que sustentaram o trabalho da BANTUMEN ao longo destes anos. A todas as instituições, coletivos, artistas, programadores, técnicos, parceiros institucionais e comunitários que confiaram no nosso olhar, no nosso tempo e na nossa forma de fazer, deixamos um agradecimento profundo.

Sabemos também que nem todas as histórias foram contadas. Não por desinteresse ou invisibilização deliberada, mas porque o tempo útil e as mãos disponíveis continuam a ser limitados face à vastidão de contextos, pessoas e projetos que merecem atenção. Há percursos que ficaram em espera, conversas que ainda não aconteceram, territórios que continuam fora do nosso alcance imediato e econhecer isso faz parte de um exercício honesto de balanço e responsabilidade editorial.

Em 2026, assumimos um compromisso claro: sair das bolhas, alargar o campo de escuta, chegar a outros lugares e a outras narrativas que continuam fora do radar mediático. Queremos criar mais tempo, mais espaço e mais condições para contar histórias com a profundidade que exigem, sem pressa e sem concessões. Este novo ciclo começa com gratidão, consciência das limitações e a vontade firme de continuar a construir pontes, agora ainda mais longe.

Abaixo, segue um conjunto de imagens que são fragmentos do caminho feito em 2025. Registam espaços, projetos e encontros onde a BANTUMEN esteve presente, não apenas como observadora, mas também como parte ativa dos processos, das conversas e das criações.

Estratégia Nacional para a Transformação Digital - Guiné-Bissau

Lançamento da Estratégia Nacional para a Transformação Digital (ENTD.GW), na Guiné-Bissau. Foto ©BANTUMEN


A convite do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) da ONU, a BANTUMEN esteve durante o mês de janeiro na Guiné-Bissau a acompanhar o lançamento da Estratégia Nacional para a Transformação Digital (ENTD.GW), numa cerimónia realizada no Palácio do Governo. A iniciativa visa, num horizonte de cinco anos, modernizar o país através da digitalização dos serviços públicos e privados, impulsionando a inovação, a inclusão social e a eficiência administrativa. Dessa passagem resultaram diversos artigos focados em áreas temáticas diferentes: do lado do empreendedorismo, conversámos com Maria Mendes, fundadora da Kalmasoul Guiné-Bissau, uma empresa de serviços turísticos que se dedica a promover experiências autênticas no país. No plano do desenvolvimento, falámos com Ana Dju, Head of Solutions Maping & Youth Focal Point do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas na Guiné-Bissau, empreendedora social através da associação Mindjer i Futuro, da qual também é fundadora, e uma voz ativa no trabalho de base com comunidades em situações de vulnerabilidade. Nas artes, destacámos a história e o percurso de Mamadu Conté, artista plástico e presidente da Associação Nacional de Produtores e Promotores de Arte da Guiné-Bissau. E algures no Mercado de Bandim, encontrámos a Fatumata, cabeleireira e confecionadora de perucas, que tinha aberto recentemente o seu salão.


Centro de Arte Moderna - Lisboa

Exposição Coro em Rememória de um Voo, de Julianknxx. Foto ©BANTUMEN


No início do ano, a BANTUMEN juntou-se ao Centro de Arte Moderna Gulbenkian para desenvolver a sonoplastia de parte da exposição Coro em Rememória de um Voo (Chorus in Rememory of Flight), do artista britânico-sierra-leonês Julianknxx. A exposição propôs uma reflexão crítica sobre as narrativas históricas dominantes e ampliou a experiência da arte negra contemporânea através de uma articulação sensível entre imagem, som, voz e memória. O trabalho foi desenvolvido em colaboração com o artista Luzingo, cruzando paisagens sonoras, voz e composição musical como elementos centrais da experiência expositiva. A intervenção sonora funcionou como extensão narrativa das obras visuais, para reforçar temas como memória, identidade, diáspora e pertença, num exercício que colocou o som como ferramenta de mediação artística e sensorial. Esta colaboração marcou mais um momento de reconhecimento institucional do trabalho da BANTUMEN além do campo editorial, e que afirma a sua atuação também na curadoria e na produção cultural interdisciplinar.


Festival Square - Braga
1ª edição Festival Square. Foto DR


A cidade de Braga acolheu o festival Square - Mapping The Atlantic, uma iniciativa inserida nas celebrações de Braga como capital portuguesa da cultura, com o objetivo de criar oportunidades a comunidades, fortalecer e cultivar conexões e oportunidades entre os três continentes do Atlântico. O festival aconteceu entre os dias 29 de janeiro e 1 de fevereiro. A BANTUMEN juntou-se à iniciativa enquanto parceira e a nossa diretora Marisa Mendes Rodrigues foi responsável pela moderação do debate “O centro não pode sustentar: redefinir a ideia de sucesso”, que juntou nomes como Mynda Guevara, Djo da Silva e Laura Diaz, num diálogo alargado em torno da construção de novas ideias e paradigmas de sucesso, mais inclusivos e construídos através de novas perspectivas da realidade.


Angola 35 Graus - Angola
Cláudio Intel, diretor INTEL | 📸 DR


A BANTUMEN foi parceira na curadoria dos nomes distinguidos na edição deste ano dos Prémios Angola 35 Graus, iniciativa dedicada à valorização de jovens talentos angolanos com menos de 35 anos. A 17.ª edição da premiação realizou-se na noite de 6 de fevereiro, no Clube S, reunindo personalidades de diferentes áreas que se têm destacado pelo seu contributo para o desenvolvimento e a projeção do país.



Festival AME - Cabo Verde

Ana Rita d'Almeida, Vanessa Sanches, Jenny Spencer e Dieg | Foto ©BANTUMEN


A 11ª edição do AME aconteceu entre os dias 7 e 10 de abril de 2025, na cidade da Praia, com showcases, conferências, workshops, feiras e encontros (one on one meetings). O primeiro dia da edição 2025 marcou uma nova abordagem no programa do evento ao abrir, pela primeira vez, com uma conferência. Esse evento inaugural aconteceu por sugestão da BANTUMEN e teve como tema central a importância da comunicação no crescimento artístico. Subiram ao palco a fundadora da BANTUMEN, Vanessa Sanches, a CEO da agência criativa Hausdown, Ana Rita d’Almeida, a agente cultural Jenny Spencer Medina e o artista multi-instrumentista cabo-verdiano Dieg. 


Play - Prémios da Música Portuguesa

Bluay durante a edição de 2025 dos Play - Prémios da Música Portuguesa |Foto DR


A BANTUMEN, através da sua direção, atuou como júri dos PLAY – Prémios da Música Portuguesa, uma cerimónia anual que visa premiar, celebrar e valorizar a música produzida em Portugal, distinguindo artistas, obras e projetos que mais se destacaram no panorama nacional e lusófono ao longo do ano. A edição de 2025 decorreu no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, no dia 23 de abril, e marcou o segundo ano consecutivo em que a BANTUMEN foi convidada a integrar o painel de avaliação. A participação neste evento traduziu-se no contributo para a apreciação crítica das obras e propostas musicais em competição, reforçando a ligação entre o projeto editorial e a cena cultural portuguesa.

Inauguração TechPark - Cabo Verde

Polo tecnológico, na cidade da Praia, Cabo Verde | Foto ©BANTUMEN


Nos dias 5 e 6 de maio, Cabo Verde escreveu um novo capítulo na sua estratégia de transformação digital com a inauguração oficial dos dois polos do TechPark.CV, nas cidades da Praia e o Mindelo. A cerimónia contou com a presença do Primeiro-Ministro, Ulisses Correia e Silva, que liderou os dois momentos inaugurais. Os jornalistas Eddie Pipocas e Wilds Gomes estiveram a acompanhar o evento do qual resultaram entrevistas com Monique Evelle, fundadora da Inventivos, Akinwumi Adesina, presidente do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), e ainda um artigo de opinião “Para quem é, afinal, a inovação tecnológica do Parque Tecnológico de Cabo Verde?”, escrito por Wilds Gomes.

10 anos de BANTUMEN - Lisboa

Phedilson durante a atuação de celebração de 10 anos da BANTUMEN, dedicada a Angola | Foto ©BANTUMEN

Em 2025, a BANTUMEN celebrou uma década de existência com um programa especial que ocupou todo o mês de maio, transformando o Musicbox, em Lisboa, num ponto de encontro da lusofonia africana. Ao longo de várias noites, cada celebração colocou um país dos PALOP no centro do palco, através da música, da dança e da convivência, num exercício simbólico de afirmação cultural e celebração coletiva. Estas festas foram momentos de celebração, mas também de memória e continuidade. Cada noite funcionou como uma homenagem às diásporas africanas em Portugal e ao papel que a BANTUMEN tem desempenhado, desde 2015, na criação de pontes entre culturas, artistas e públicos.


Festival MED - Loulé

Homenagem a Sara Tavares durante o Festival MED | Foto ©BANTUMEN


O Festival MED regressou a Loulé de 26 a 29 de junho para celebrar a sua 21.ª edição e trouxe na bagagem uma programação reforçada pelo cruzamento de geografias, sonoridades e culturas. Este ano, o evento acolheu Cabo Verde como país convidado, num momento que antecede a celebração dos 50 anos da independência do país. No terreno, Marisa Mendes Rodrigues e Djamir Afonso tiveram oportunidade de conversar com alguns dos artistas que compuseram o alinhamento do cartaz: Ferro Gaita, Selma Uamusse, Paulo Flores, Cesária Évora Orchestra, Cristina Clara, Ceuzany Pires. Houve também oportunidade de entrevistar Augusto Veiga, Ministro da Cultura e das Indústrias Criativas de Cabo Verde, que esteve presente no evento com a restante delegação.


Paraíso - Braga

Sheila Khan e Marisa Mendes Rodrigues | Foto ©BANTUMEN


De 18 a 20 de Setembro de 2025, Braga tornou-se palco do Paraíso, um programa artístico multidisciplinar que celebrou os 50 anos das independências dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa. O programa foi dividido em três eixos: performance, pensamento e mediação. Entre os destaques estiveram a aguardada estreia da ópera “Adilson”, de Dino D’Santiago, os concertos da Banda Monte Cara e de Fidju Kitxora, e ainda debates e propostas cinematográficas com curadoria da BANTUMEN, que se juntou à iniciativa pelo terceiro ano consecutivo, focadas em memória, identidade e descolonização do pensamento. A 19 de setembro, a Livraria Centésima Página recebeu a mesa-redonda “E depois da independência? Das lutas da libertação às lutas de hoje”, com moderação e curadoria de Marisa Rodrigues, diretora da BANTUMEN e participação de Marta Machado, Sheila Khan e Tiago Vieira da Silva.



Editatona Visibilidade Negra - Lisboa
Editatona Visibilidade Negra de 2025 | Foto ©BANTUMEN


Pelo quarto ano consecutivo, a BANTUMEN e as Wiki Editoras Lx voltaram a unir esforços para ampliar a presença de mulheres negras na maior enciclopédia digital do mundo. No âmbito da editatona Visibilidade Negra, foram criadas novas páginas dedicadas a quatro jornalistas de referência, como a portuguesa Alberta Marques Fernandes, a moçambicana Zenaida Machado e as brasileiras Aline Aguiar e Sílvia Nascimento. Apesar de longos e consolidados anos de carreira, como no caso da pioneira Alberta Marques Fernandes, os percursos destas jornalistas ainda não integravam a enciclopédia mais consultada a nível global. Os perfis agora disponibilizados têm em comum trajetórias profissionais de impacto e reconhecimento público, sustentadas por notícias, entrevistas e prémios que validam a sua relevância. Entre esses reconhecimentos está a PowerList BANTUMEN 100, referência central para a curadoria da editatona e que é reflexo da influência destas personalidades no espaço público.


Exposição “As Camadas da Alma”, integrada no MIA 2025 - Angola

Daniel de Lemos, Toty Sa'Med e Nayela durante a exposição As Camadas da Alma, MIA 2025, em Luanda | Foto BANTUMEN


Pela primeira vez, o MIA – Mês da Identidade Africana começou fora de Portugal. A iniciativa criada pela BANTUMEN, em 2022, atravessou o Atlântico e inaugurou em Luanda um ciclo de talks, experiências culturais e a sua primeira exposição, com curadoria do The Creative Hub by Cipro Group. O gesto marca o regresso simbólico à cidade onde nascemos digitalmente, em 2015, para refletir sobre as memórias que moldam o futuro. Em Luanda, o programa abriu com a exposição “As Camadas da Alma”, inaugurada em parceria com a Galeria Plano B, dirigida pelo artista angolano Aladino Jasse. A mostra reúniu obras de Vernon de Castro (Angola) e Edson Bernardo (Moçambique), numa reflexão sobre memória, corpo e território, traduzida através da serigrafia.


GLAM Wiki - Lisboa

Conferência de abertura da Glam Wiki 2025 | Foto ©BANTUMEN

Lisboa recebeu a terceira edição do GLAM Wiki, um encontro que reuniu a comunidade Wikipedia e instituições culturais de todo o mundo - de galerias e bibliotecas a arquivos e museus. Mais de 200 participantes de mais 100 países estiveram presentes nesta celebração global do conhecimento livre, que teve como anfitriã Vanessa Sanches, fundadora da BANTUMEN e parceira, há quatro anos, do coletivo feminista Wiki Editoras Lx. Organizada pela Wikimedia Portugal e Wiki Editoras Lx, a conferência aconteceu entre 30 de outubro e 1 de novembro, nas instalações do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE). Pela primeira vez em Portugal, o evento sob o tema “Resiliência”, abriu espaço para debates sobre o papel das instituições culturais e do conhecimento aberto num mundo em constante transformação.


MIA (Mês da Identidade Africana) - Lisboa

Welket Bungue, Cleo Diara e Marisa Mendes Rodrigues durante um debate no âmbito do MIA 2025 | Foto ©BANTUMEN


O MIA – Mês da Identidade Africana, uma iniciativa BANTUMEN, apresentou a sua 4.ª edição, entre 5 e 15 de novembro, na Casa do Comum, com uma programação de entrada livre que juntou arte, cinema, literatura, infância, formação e música. A edição de 2025 afirmou-se como um prolongamento do diálogo entre Luanda e Lisboa, um eixo simbólico que devolve à memória o seu papel de força criadora, e contou com o apoio da Casa do Comum, Direção-Geral das Artes, Flint, Natixis, Pastéis de Belém, República Portuguesa, Sogrape e The Creative Hub by Cipro Group.


Ecoar - Sintra

Foto DR


O Ecoar, festival criado pelo Banga Colectivo - grupo de arquitetos e artistas angolanos sediados em Lisboa - teve lugar nos dias 8, 10 e 11 de novembro,  com o objetivo de escutar aquilo que sobreviveu fora do livro e da escola, histórias, canções, provérbios e modos de pensamento transmitidos pela voz. A 10 de novembro, no Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra, realizou-se uma conversa que reuniu a investigadora Marisa Moorman, o músico Victor Gama e o tradutor Wayami Sérgio, sob moderação de Marisa Mendes Rodrigues, da BANTUMEN. O diálogo partiu dos temas centrais do festival para propor uma leitura crítica sobre como o português moldou a cultura angolana, ao mesmo tempo que as línguas nacionais, como o kimbundu e o umbundu, resistiram como depositárias de identidade e memória.


BANTUMEN na Gulbenkian - Digital

Montagem da exposição de Carlos Bunga | Foto DR


A BANTUMEN juntou-se à Fundação Gulbenkian para oferecer um novo olhar sobre atividades e artistas, numa parceria que promove a diversidade das perspetivas e sensibilidades das comunidades afrodescendentes dos países que partilham a língua portuguesa. Ao longo do ano foram entrevistados artistas e agentes culturais cujos trabalhos integraram a programação do Centro de Arte Moderna, entre os quais: Grada Kilomba, Kitty Furtado, Pocas Pascoal, XEXA, Carlos Bunga, Damara Inglês, Tristany Mundu e Ondjaki, Piny e Zia Soares.



Web Summit - Lisboa
António Santos, na Web Summit 2025 | Foto @stephanmneto


Pelo quarto ano consecutivo, a BANTUMEN foi parceira da Cabo Verde Digital na cobertura da presença de startups cabo-verdianas na Web Summit, em Lisboa. Acompanhámos de perto a participação das startups no maior palco tecnológico europeu, dando visibilidade aos seus percursos, projetos e ambições, e reforçando a importância de celebrar o ecossistema empreendedor africano nos grandes circuitos internacionais de inovação.



POWERLIST BANTUMEN 100 powered by Auchan - Lisboa

Equipa BANTUMEN e o artista Rahiz, durante a PowerList de 2025 | Foto ©BANTUMEN


A quinta edição da PowerList BANTUMEN 100 foi revelada a 6 de dezembro, reafirmando o compromisso da BANTUMEN em destacar cem personalidades afrodescendentes dos países lusófonos cujo trabalho tem marcado impacto no panorama contemporâneo. A lista reúne perfis destacados em várias áreas profissionais e culturais, reforçando a centralidade da afrodescendência no espaço lusófono. Publicada no site da iniciativa, a seleção resulta de um processo colaborativo entre diversos meios de comunicação de expressão portuguesa, sublinhando a relevância das vozes afrodescendentes nas Ciências, Cultura, Comunicação e Empreendedorismo, entre outras áreas. A iniciativa contou com o patrocínio oficial da Auchan, com coprodução da Lisboa Cultura, Ministério das Indústrias Criativas de Cabo Verde, Natixis e Hausdown.

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