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O último dia do Rock in Rio Lisboa foi dedicado à música urbana, reunindo alguns dos maiores nomes do género e proporcionando ao público atuações memoráveis. Na sua 11.ª edição, o festival voltou a afirmar-se como uma experiência cultural completa, em que a música, a arte e o entretenimento caminham de mãos dadas.
Desde a mudança para o Parque Tejo, o Rock in Rio cresceu significativamente. Em dimensão, mas também na diversidade da oferta. O recinto transformou-se num espaço onde, para além dos concertos, havia experiências imersivas, instalações artísticas, ativações de marcas e várias atrações pensadas para todos os públicos. A cada esquina existia algo novo para descobrir, tornando impossível ficar sem atividades ao longo do dia.
A organização voltou a destacar-se pela atenção ao detalhe. Não houve um único momento em que o festival parecesse parado, com uma programação cuidadosamente distribuída para manter o público sempre envolvido. Até pequenos gestos, como a disponibilização de perfumes nas casas de banho, demonstraram a preocupação em proporcionar uma experiência confortável e inclusiva a todos os visitantes.
As marcas também tiveram um papel importante no ambiente do festival. Os seus espaços foram muito mais do que simples pontos promocionais, oferecendo experiências interativas que reforçaram a ideia de que o Rock in Rio é hoje um evento de entretenimento muito para além da música.
No centro de tudo estiveram, naturalmente, os palcos. Com três palcos principais, o festival recebeu dezenas de artistas que, apesar de disporem de cerca de uma hora para atuar, conseguiram apresentar espetáculos intensos e cuidadosamente preparados para mostrar o melhor dos seus repertórios.
No Palco Super Bock, Irina Barros protagonizou uma atuação repleta de energia, conquistando o público desde os primeiros minutos. Entre música e momentos de partilha, a artista apresentou “Ciclos”, álbum de estreia editado este ano, sem esquecer outros temas que compõem o seu repertório, criando uma ligação mais próxima e emocional com quem assistia ao concerto.
Mais tarde, foi a vez do norte-americano CeeLo Green subir ao palco. Acompanhado pela sua banda, apresentou um espetáculo onde o soul, o disco e o pop intercalaram de forma natural. Para além dos seus maiores êxitos - como “Crazy” e “Forget you” -, o artista homenageou vários clássicos de outras épocas, transportando o público para a atmosfera das pistas de dança dos anos 80 em Nova Iorque.
No Palco Mundo, os grandes cabeças de cartaz também corresponderam às expectativas. Rema, Central Cee e 21 Savage encerraram o festival com atuações marcadas pela forte ligação ao público, confirmando o porquê de serem alguns dos maiores nomes da música urbana da atualidade.
O último dia do Rock in Rio Lisboa encerrou uma edição que voltou a demonstrar a capacidade do festival para se reinventar. Ao longo de quatro dias, a música conviveu com a arte, a inovação e diferentes propostas de entretenimento, reforçando uma identidade que há muito ultrapassa os concertos.
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