Conhecemos Boss Proud em Janeiro de 2016, num estúdio na linha de Sintra. Ao lado de Mr. Abu Dhabi “Tutinho” e Tutu BigHomie. Juntos formavam a promissora label da “Classic Family”. E quando tudo parecia um mar de rosas, vimos afinal Proud a fazer aparições com os membros da Máfia 73, encabeçada por Toy Toy T-REx, e entretanto, há cerca de um mês, voltámos a encontrar Proud em estúdio sozinho em Londres.

Claramente que olhámos para Boss Proud como a maçã podre da macieira, porque em menos de dois anos rompeu com dois dos grupos que mais têm trabalhado na Linha de Sintra. Nada melhor do que o próprio para nos explicar tudo sobre estas mudanças e desafiámo-lo a sentar-se connosco para falar para a câmera.

Apesar desta turbulência, o rapper, nascido na linha de Sintra e  que cresceu na zona de Loures, distrito de Lisboa, não parou de trabalhar. Enquanto estava com a Classic Family lançou as mixtape B.I.O, em 2015, e É o Boss. Estes dois trabalhos sucederam à mixtape Proudionnaire, de 2013. Enquanto esteve na Máfia 73 tirou a mixtape Concorrência, em Junho de 2017, e no início deste ano lançou o seu sexto trabalho É o Boss Vol.2, que podes ouvir no final do artigo.

Boss Proud
Foto: Miguel Roque

O primeiro volume É o Boss e o single ”Smokin Spliff”, com a participação de Vado Mas Ki As, tirou o rapper do anonimato, ganhando destaque na Linha de Sintra e em Lisboa. E com “Lord Knows”, onde colaborou como os membros da Máfia 73, ganhou uma maior notoriedade e exposição no mercado PALOP.

Depois de algum trabalho em terras de sua majestade Isabel II, Proud vai apresentar algumas música gravadas em inglês e promete tratar cada novo single como se fosse um álbum.

Vê a entrevista abaixo, onde Boss Proud fala de todos os desamores e alegrias que viveu nos últimos anos, contados na primeira pessoa.