Nesta sexta-feira foi aprovada pela Assembleia da República portuguesa a utilização de canábis. Calma… é só para fins medicinais e o auto-cultivo continua a ser proibido. Os  projetos de lei dos partidos Bloco de Esquerda e Pessoas Animais e Natureza originaram a votação global de um texto da comissão parlamentar de Saúde.

O documento, que reforça o papel do Infarmed e introduz a possibilidade de o Laboratório Militar contribuir para a produção das substâncias em causa, já sem a proposta inicial do BE de legalização do auto-cultivo, teve votos favoráveis de PSD, PS, BE, PCP, PEV, PAN e a abstenção do CDS-PP.

Como já acontece em outros países como os Estados Unidos da América, para usares canábis terás de ter uma receita prescrita por um médico para esse tipo de medicamentos ou preparações à base da planta, que sejam consideradas substâncias que vão desde os óleos até à flor desidratada, mas só se outras terapêuticas convencionais tiverem efeitos adversos ou indesejados.

Segundo o psicólogo e deputado do Bloco de Esquerda, Moisés Ferreira, foi uma discussão que valeu a pena levar ao parlamento e que será benéfico para muita gente “com uma terapêutica eficaz para muitas doenças, finalmente acessível em farmácia para muitos doentes”.

Ainda sobre a canábis, em Paris, França, uma loja decidiu começar a vender a substância CBD ou canabidiol, uma versão “light” da famosa droga que tem, segundo alguns estudos, virtudes terapêuticas (antiinflamatória, antioxidante, etc.). Em apenas uma semana de existência, a Cofyshop já atraiu a curiosidade de vários clientes, mas também aponta as falhas na legislação francesa sobre o canabidiol. Legal ou não? A fronteira é ténue a discussão poderá vir a ser lançada no parlamento francês.