Embrya é a primeira mostra artística a solo de Carlos Romano. O artista que apresentámos há cerca de uma semana, montou a sua vernissage Embrya na margem sul de Lisboa, na galeria ADAO. A abertura da exposição estava programada para apenas algumas horas do dia 7 de abril mas, devido à grande adesão de amigos e de fãs de arte, tornou-se um sucesso e foi prolongada até ao dia 14 abril.

Conversámos com o artista que falou-nos na primeira pessoa sobre como começou toda a preparação por trás desta exposição.

Após terminar a licenciatura na faculdade de Belas Artes de Lisboa, Carlos rumou para a capital angolana para encontrar e redescobrir a sua identidade artística. O regresso à sua terra natal deu-lhe uma nova visão criativa, que se traduziu em pinturas mais coloridas e esculturas com figuras humanas, cuja identificação revela a preocupação com os valores étnicos, morais e religiosos.

A exposição Embrya pode ser vista até ao dia 14 de abril, na Associação Desenvolvimento Artes e Oficios, na rua da Recosta nº1, no Barreiro. onde vai poder encontrar figuras totalmente sombrias que representam o lado negativo da vida.

Com um pendor sombrio, em Embrya destacam-se as obras “Credo” e “Waiting for death”. Esta ultima é a representada por um quadro vermelho com o retrato de uma senhora negra, de semblante pesado e que, de acordo com Carlos Romano, está apenas à espera da morte.

Vê a entrevista em vídeo abaixo e deixa o teu comentário sobre o que achaste da exposição.