Por vezes, por pura teimosia, temos a tendência a descartar, ou deixar em stand by, os planos que os nossos pais desenvolvem por nós, principalmente as mães.

As razões para que assim seja são de diversa ordem. Ou porque simplesmente não nos revemos nesses planos sonhados, muitas vezes, antes de nascermos, ou porque no temos receio de desiludir os nossos progenitores.

Para a mãe de Cláudio Monteiro, as coisas foram diferentes. A carreira de modelo de Cláudio, que para muitos é considerada de sonho, começou quando a mãe decidiu inscrevê-lo num concurso de moda, algo que o mesmo não esperava.

 

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My mom, my everything!!! ❤️ #PureLove

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Filho de pais cabo-verdianos mas nascido e criado em Portugal, o modelo passou a maior parte da sua adolescência em Chelas, um bairro “sensível” de Lisboa.

“Tive uma adolescência bué tranquila. Cresci em bairros sociais, num bairro que se chamava Camboja, que ficava ao pé do aeroporto, e depois com 11 ou 12 anos mudei-me para a zona M, onde a minha mãe mora até hoje.”

Apesar da fama atribuida aos bairros sociais, o modelo teve uma infância calma e rica de aventuras mas também cheia de travessuras. “Fiz porcaria, como toda a gente da minha idade na altura fazia.”

 

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Foi antes de acabar os estudos que a oportunidade de se tornar modelo surgiu. Contudo, “nunca me passou pela cabeça ser modelo, sempre quis ser jogador de futebol, ou fazer alguma coisa relacionada com economia.”

No concurso em que a mãe o inscreveu, Cláudio acabou por ser um dos finalistas e, logo depois em 2005, começaram a chegar as ofertas de trabalho.

 

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“Cá em Portugal fazia trabalhos, fazia anúncios, claro que era muito muito pouco, era mais um super hobby, porque eu ainda estava na escola, e entretanto comecei a trabalhar nos CTT à noite”.

Embora a sua jornada tenha começado em Portugal, foi nos Estados Unidos que a sua visiblidade aumentou. Em 2009 o modelo foi abordado por uma agência de Nova Iorque. Foi lá que o “super hobby” se transformou numa carreira de sucesso.

 

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O processo de adaptação de um continente para o outro foi fácil e que “mesmo sendo uma cultura diferente, não me fez tanta confusão, mas a nível profissional teve os seus percalços visto que “as coisas não aconteceram logo”.

Passado três anos de residência na “Big Apple”, como também é conhecida a cidade norte-americana, Cláudio decide mudar de agência, para uma local, chamada Wilhelmina, começando assim a trabalhar com marcas mais conhecidas.

 

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Hoje, trabalha com a MOSCHINO, GANT, Dirk bikkemberg, Michael Bastien Rag and Bone, Essey Miyake, Ralph Lauren, entre outras.

 

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Mesmo sendo Nova Iorque, cidade onde já vive há dez anos, a base do seu trabalho, a Europa continua a ser um destinatário frequente para o modelo internacional, onde ele faz maior parte do seu trabalho para Calvin Klein.

No futuro, Cláudio tenciona trabalhar mais na Europa, porque diz ser um mercado onde “já trabalhei bastante, mas numa altura em não onde queria ali trabalhar.”

 

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No futuro, o modelo tem à vista uma passagem pelo Cinema, uma que sempre teve como paixão. Quando era miúdo sonhava ser um ator de Hollywood. “Sempre tive um bichinho dentro de mim”, explicou-nos.