Apesar de fazerem parte de uma cultura enraizada nos Estados Unidos da América, os cowboys fazem parte do imaginário de qualquer rapaz à volta do mundo. Pistola em punho, botas com esporas, calças country e os famosos casacos de couro com franjas, tal qual um Clint Eastwood saído de Rawhide, compõem o cenário do imaginário de qualquer criança ou adulto, mas e se em vez do habitual cowboy branco este fosse negro? Estranho? Nem por isso.

Bill Pickett Invitational Rodeo (BPIR) é um evento que percorre várias cidades norte-americanas e que celebra vaqueiros e vaqueiras negros, que fazem parte de uma sub-cultura bastante presente no Oeste do país. Criado em honra de Bill Pickett (1870 – 1932), um famoso cowboy negrodo Wild West Show (performances teatrais itinerantes de vaqueiros ao ar livre) e que está inscrito no Hall of Fame ProRodeo, o equivalente ao passeio da fama de Hollywood.

O BPIR também serve como um evento cultural e uma oportunidade para as famílias aproveitarem e abraçarem a cultura cowboy, enquanto são educadas e entretidas com reconstituições, destaques da história e aventuras.

Danielle Ruggs esteve presente em várias passagens do BPIR pela Califórnia, e captou toda a essência desta cultura trajada de presença negra, muito ao contrário do que se poderia pensar, com o objetivo de documentar a beleza da tradição e dos cowboys negros e da sua comunidade.

“É difícil imaginar um símbolo mais poderoso de autoconfiança, força e determinação do que o cowboy. O nosso fascínio pela cultura cowboy deve reconhecer que essas qualidades de força e resiliência foram forjadas por homens e mulheres negros tanto quanto por qualquer outro grupo.” Explica-nos a autora das fotografias, sublinhando que esta sub-cultura deve ser mainstream.

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Escrevo aqui e ali. Gosto de estórias que marcam histórias. Sou de Portugal, com veia cabo-verdiana, dois pés em Angola e coração em França. Africanidade, estilos de vida e música são os temas que me prendem a atenção, mas gosto de me distrair com politiquices e bizarrices.