O Prémio Nobel da Paz de 2018, Denis Mukwege, já foi saudado filme biográfico emocionante. O homem que repara mulheres, foi dirigido pelo documentarista belga Thierry Michel a partir de um livro de entrevistas de Colette Braeckman, de 2015.  Em 22014, Mukwege recebeu o Prémio Sakharov, em honra pela liberdade de espírito, escapou a uma tentativa de assassinato, e esteve proibido de viver na República Democrática do Congo, a sua terra natal.

Este é retrato magnífico sobre o médico e homem, e este Prémio Nobel da Paz é a oportunidade perfeita para voltar a destacar a sua missão perigosa (a ONU deixou de o proteger em 2017) e exemplar.

O homem que repara as mulheres é Denis Mukwege, um ginecologista e obstetra, com uma dedicação incansável e que se tornou uma figura lendária. Este congolês formado em França, no Hospital Universitário de Angers, viu o pior da humanidade: os estupros atrozes sofridos por mulheres e crianças no Congo, a chegada de assassinos hutus, expulsos do Ruanda em 1994 até ao fim da guerra, em 2013a E diante dessa barbaridade coletiva planeada, usada como arma de guerra, Mukwege respondeu com o melhor da humanidade: servir as vítimas, olhar cada um com amor nos hospitais congoleses, e levar a sua causa perante as autoridades internacionais.

É um filme ao qual nem os mais fortes vão resistir. verter uma lágrima. Choramos nos testemunhos das vítimas, nos relatos da indescritível crueldade de que os homens são capazes, nas terríveis marcas que deixam no corpo de uma criança. Mas também choramos com ternura e admiração pela coragem das mulheres, pela sua força de amor e a beleza humana que é este médico, uma obra-prima da humanidade harmoniosa.

Abaixo podes ver um trailer do filme, cuja primeira frase, de um discurso do Dr. Mukwege, é esmagadora: Nas zonas de conflito, as batalhas acontecem no corpo das mulheres.