Chuvas em Benguela, o que está a ser feito, onde e como contribuir

April 15, 2026
Chuvas Benguela
DR

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Depois das chuvas que atingiram Benguela nos primeiros dias de abril, a província ainda conta os estragos. Os dados mais recentes do Serviço de Proteção Civil e Bombeiros apontam para pelo menos 45 mortos e mais de 51 mil pessoas afetadas em todo o país, com Benguela a concentrar o maior número de vítimas. O transbordo do rio Cavaco - provocado pelo rompimento do dique de proteção na margem esquerda, no bairro das Bimbas - submergiu bairros, destruiu pontes, deixou centenas de residências desabadas e forçou o desalojamento de milhares de famílias. Os bens mais urgentes continuam a ser água, alimentos não perecíveis, roupa, colchões e produtos de higiene.


Neste artigo reunimos as campanhas e iniciativas de recolha que estão em curso, dentro e fora de Angola.


Em Angola


O Governo Provincial de Benguela designou o Museu Nacional de Arqueologia como ponto central de receção de donativos individuais, com o objetivo de concentrar as contribuições e garantir maior coordenação na distribuição.


O Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social lançou a campanha "Abraço Solidário Benguela", com recolha de bens em três pontos em Luanda: o Centro de Produção da TPA, no Camama, o Campo Manuel Berenguel da Rádio Nacional de Angola e a Rádio Viana. Para informação atualizada sobre horários e necessidades, consulta as páginas oficiais do Ministério e da TPA.


A Pumangol disponibilizou 15 postos de abastecimento em Luanda como pontos de recolha no âmbito da campanha SOS Benguela. ‎De acordo com a instituição, a operação será assegurada através dos postos de abastecimento Elavoko, Rocha Pinto, São Paulo, Zona Verde, Artesanato, Novo Aeroporto, Ramiros, Zango, Eucalyptus, Mabor 14, Kifangondo, Pôr do Sol, Cambamba, Porto Pesqueiro e Baía de Luanda.


O Banco Comercial de Investimentos (BCI) e o Grupo Carrinho anunciaram um apoio superior a mil milhões de kwanzas (cerca de 920 mil euros) para as famílias afetadas. Segundo as informações divulgadas, o apoio do BCI e do Grupo Carrinho deverá ser disponibilizado de forma direta e sem contrapartidas, num esforço para aliviar o impacto das cheias sobre as comunidades mais atingidas. O Grupo Omatapalo mobilizou meios técnicos e equipas especializadas para reforço no terreno. De acordo com a nota divulgada pela empresa nas redes sociais, o trabalho tem sido feito “lado a lado com as comunidades, a reconstruir infraestruturas, restaurar esperança e acelerar o regresso à normalidade.”


No digital, a plataforma Benguela Ajuda, destacada pela Menos Fios, liga, em tempo real, pedidos de socorro a pessoas dispostas a ajudar.


Em Portugal


A FAAP - Federação das Associações Angolanas em Portugal declarou também disponibilidade para colaborar em iniciativas de apoio e está a acompanhar os desenvolvimentos. A Associação ONJOYI divulgou uma campanha SOS Benguela com recolha de água, alimentos não perecíveis, roupas, lençóis, produtos de higiene e medicamentos, com contatos em Portugal, Angola e Inglaterra. Os detalhes estão disponíveis nas páginas da associação. O Movimento Negro em Portugal publicou o apelo "Benguela precisa de nós" e a Friends of Angola manifestou solidariedade e está a divulgar formas de contribuição.


A informação sobre pontos de recolha em Portugal está ainda a ser consolidada. A forma mais segura de acompanhar é seguir as páginas destas organizações nas redes sociais, onde os contatos e localizações são atualizados à medida que a resposta se organiza.

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