Conheça algumas das cidades mais seguras de África

January 22, 2026
cidades mais seguras de África
São Tomé | imagens cedidas por Neusa Sousa

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A ideia de segurança em África continua, muitas vezes, presa a generalizações. No entanto, o continente abriga cidades onde a estabilidade urbana, a organização institucional e a vida pública quotidiana desafiam esse imaginário. Em 2025, várias cidades africanas destacam-se por oferecer ambientes urbanos previsíveis, onde circular, viver e trabalhar implica riscos comparáveis aos de muitas cidades fora do continente.


Além das questões de segurança, estas cidades partilham traços comuns: planeamento urbano funcional, presença institucional visível, coesão social relativa e capacidade do Estado em organizar o espaço público.


Alexandria (Egito)

Com mais de cinco milhões de habitantes, Alexandria destaca-se por combinar densidade urbana com controlo eficaz do espaço público, sobretudo nas zonas costeiras e centrais. A cidade beneficia de uma forte presença policial e de sistemas de vigilância urbana, particularmente em áreas turísticas. A revitalização da Corniche e de zonas históricas contribuiu para reduzir a criminalidade de rua em vários bairros.


Dakar (Senegal)

Dakar é uma cidade dinâmica e com uma afluência considerável de pessoas, mas com níveis de segurança relativamente estáveis, sobretudo em zonas centrais, administrativas e culturais. A tradição democrática do Senegal e a presença institucional fazem com que, apesar da intensidade urbana, os riscos sejam mais previsíveis do que noutras grandes cidades da África Ocidental.


Gaborone (Botsuana)

Gaborone reflete a estabilidade política do Botsuana, um dos países com democracia mais consolidada em África. A capital é conhecida por ser organizada, pouco congestionada e com baixos níveis de criminalidade, sobretudo quando comparada com outras capitais da África Austral. O sistema judicial funcional e a previsibilidade institucional ajudam a manter um ambiente urbano estável.


Kigali (Ruanda)

Kigali é frequentemente citada como uma das cidades mais seguras de África, mas o seu caso vai além da estatística. A capital do Ruanda tornou-se um exemplo continental de organização urbana rigorosa, com regras claras sobre uso do espaço público, limpeza obrigatória mensal (o Umuganda) e forte controlo administrativo. A cidade é conhecida pela circulação noturna relativamente tranquila, algo raro em capitais africanas de dimensão semelhante.


Port Louis (Maurícia)

Port Louis insere-se num dos países mais pacíficos de África. A cidade beneficia de infraestruturas turísticas sólidas, serviços públicos eficientes e baixos índices de criminalidade violenta. A diversidade cultural e religiosa da ilha, aliada a um Estado funcional, contribui para elevados níveis de coesão social e segurança no quotidiano.


Praia (Cabo Verde)

A cidade da Praia apresenta uma realidade mais complexa. Cabo Verde é frequentemente apontado como um dos países africanos com melhor governação, mas a capital enfrenta desafios associados ao crescimento urbano acelerado e à desigualdade. Ainda assim, mantém níveis de segurança relativamente elevados, sobretudo em zonas centrais e turísticas.


Rabat (Marrocos)

Rabat beneficia do estatuto de capital administrativa de Marrocos e de um planeamento urbano pensado a longo prazo. Ao contrário de cidades mais caóticas da região, Rabat apresenta bairros bem definidos, transporte público organizado e presença constante das forças de segurança, o que contribui para baixos índices de criminalidade violenta. É também uma das capitais africanas com maior investimento em espaços culturais e zonas verdes.


São Tomé (São Tomé e Príncipe)

São Tomé destaca-se pela escala reduzida e forte coesão comunitária. A criminalidade violenta é rara e a vida urbana decorre num ritmo tranquilo. A segurança resulta menos de sistemas sofisticados e mais de relações sociais próximas, embora a cidade enfrente limitações estruturais ao nível da saúde e dos serviços de emergência.


Tunis (Tunísia)

Apesar das tensões políticas vividas pela Tunísia na última década, Tunis mantém-se como uma das capitais mais seguras do Norte de África. A cidade apresenta níveis relativamente baixos de criminalidade violenta, uma administração municipal funcional e uma vida urbana ativa, com cafés, mercados e espaços culturais a operar até tarde. A segurança beneficia também da forte centralização do Estado tunisino.


Windhoek (Namíbia)

Com uma população reduzida e crescimento urbano controlado, Windhoek apresenta uma perceção de segurança acima da média regional. A capital da Namíbia é marcada por baixa densidade, organização espacial clara e menor pressão social, factores que contribuem para uma experiência urbana relativamente segura, apesar de desigualdades ainda visíveis.


As referências para esta seleção incluem indicadores como o Numbeo Safety Index, o Global Peace Index e análises de governação como o Ibrahim Index of African Governance. Estes dados devem ser lidos como instrumentos comparativos e não como garantias absolutas de segurança, uma vez que a experiência urbana varia consoante zonas, horários e contextos sociais.

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