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Artigo escrito originalmente em português do Brasil.
A relação entre cultura e negócios tem ganhado novas camadas nos últimos anos. Principalmente em países de língua portuguesa, onde expressões artísticas, saberes tradicionais e inovação caminham lado a lado. Assim, empreender com criatividade deixou de ser uma prática restrita a nichos específicos e passou a integrar setores importantes da economia contemporânea, como moda, gastronomia, música, arte e serviços culturais.
Feiras, eventos e mercados criativos mostram, na prática, como referências culturais podem se transformar em produtos e experiências com valor econômico. Neste artigo, ajudamos a compreender como criatividade e gestão caminham juntas no cenário atual. Desde exemplos de negócios culturais até dicas de tecnologias que podem auxiliar o empreendedor, como as maquininhas point.
Cultura e mercado: por que empreender com criatividade se conecta à economia contemporânea
De acordo com a UNESCO, as indústrias culturais e criativas representam cerca de 6,1% da economia mundial. Dessa maneira, gera milhões de empregos e oportunidades em diversas faixas etárias, principalmente entre jovens de 15 a 29 anos.
O conceito de empreender com criatividade se reflete diretamente nessa interseção entre produção cultural e atividade econômica. Em países lusófonos como Brasil e Portugal, onde há um patrimônio cultural rico e diversificado, esse movimento ganha força porque produtos e serviços baseados em referências culturais podem atravessar fronteiras geográficas e linguísticas.
A partir de feiras de escrita autoral, moda e design até eventos regionais, essa integração amplia as possibilidades de negócio. Assim, mais do que colocar um preço em um produto, empreender com criatividade implica identificar formas únicas de conectar cultura e consumo. Sejam elas expressas em peças de arte, performance ou experiências que carregam significado e inovação para comunidades específicas.
Um exemplo de empreendedorismo cultural que dá certo é a Feira do Livro e das Multivozes, realizada em Belém/PA, no Brasil. Além de divulgar literatura, também abriga a “Feira Criativa”, um espaço com diversos negócios locais que abrangem desde bioprodutos a instrumentos musicais com base em materiais regionais.
Esses espaços funcionam como vitrines para empreendedores que transformam saberes tradicionais em soluções de mercado. Para famílias e indivíduos que participam de feiras dessa natureza, elas oferecem exposição, possibilidade de networking profissional e acesso a uma audiência mais ampla.
Ademais, a ligação entre cultura e negócios não se manifesta de forma isolada. Em países lusófonos, eventos voltados à economia criativa têm crescido de forma estruturada e com alcance cada vez maior. Outro bom exemplo disso é o Mercado das Indústrias Criativas do Brasil (MICBR+Ibero-América) 2025, realizado em Fortaleza/CE, no Brasil. Na maior edição de sua história, com 350 empreendedores selecionados e mais de 1.500 inscrições, o evento reuniu mais de 180 atividades gratuitas que integraram rodadas de negócios, formação e showcases para públicos diversos.
Esse tipo de encontro concentra setores variados, como: Artes visuais; Gastronomia; Moda; Música e Tecnologia, dentre outros. De todo modo, essas áreas proporcionam aos participantes um ambiente propício para quem deseja empreender com criatividade. Além disso, por se tratar de um evento que articula profissionais de diferentes países Ibero-Americanos, há também oportunidades de rede internacional.
Diversos segmentos da economia criativa são propícios para quem deseja empreender com criatividade. Justamente porque muitos deles se apoiam em referências culturais fortes e autênticas. No setor de moda, por exemplo, designers autorais têm a oportunidade de incorporar elementos provenientes de tradições lusófonas enquanto exploram novas linguagens estéticas para o mercado de moda contemporânea.
Na música e na arte, feiras como a Semana Internacional de Música de São Paulo (SIM São Paulo), no Brasil, reúnem profissionais da indústria musical em atividades intensivas de networking, debates e exposições que conectam criação e mercado.
Por sua vez, iniciativas como a Feira Preta Festival, o maior festival de cultura negra e economia criativa da América Latina, reúnem centenas de empreendedores de moda, gastronomia, música e artes em um mesmo espaço, oferecendo oportunidades de exposição e comercialização. Nesse conjunto ampliado de setores, empreender com criatividade significa entender padrões culturais existentes e traduzi-los em ofertas que dialoguem com públicos diversos, sem perder a origem nem a relevância local.
Uma parte importante para quem deseja empreender com criatividade é compreender a necessidade de uma estrutura organizacional que suporte a atividade prática do negócio. Embora a inspiração esteja profundamente ligada à criação cultural, a sustentabilidade de um empreendimento depende de processos claros de gestão. E isso vai desde a organização financeira até a estratégia de vendas e comunicação.
O planejamento requer decisões como: Definição de público-alvo; Precificação; Canais de comercialização Logística de atendimento. Ao mesmo tempo, empreendedores criativos precisam lidar com questões como formalização e regulamentações específicas de seus setores, o que pode incluir desde obtenção de alvarás até a escolha do regime tributário adequado.
Programas de apoio, cursos e oficinas voltados para pequenas empresas e produtores culturais são ferramentas importantes nessa jornada, pois ajudam a estruturar ideias e traduzí-las em modelos de negócio viáveis. De fato, a transição entre um projeto cultural para um empreendimento consolidado acontece nessa intersecção entre criatividade e organização. Assim, o plano de negócio se torna a base para sustentabilidade.
Inclusão de tecnologia no processo de venda é um passo essencial para quem deseja empreender com criatividade em mercados locais e regionais. Afinal, ferramentas digitais permitem que pequenos negócios transcendam a barra física de feiras e eventos. Com a ajuda do mercado digital, eles podem atender clientes mais distantes, por meio de plataformas online e presença em marketplaces.
Um exemplo prático de tecnologia útil para esse movimento é o uso de maquininhas de cartão. Isso porque essas soluções de pagamento habilitam o recebimento via cartão de crédito, débito e aproximação, facilitando a rotina financeira de pequenos pintores, artesãos, designers e trabalhadores da economia criativa em geral. Adotando ferramentas desse tipo, o empreendedor consegue simplificar as transações e oferecer mais opções ao cliente.
Esse tipo de solução também auxilia no registro de vendas, na emissão de comprovantes e no acesso a relatórios de movimentação, o que pode ser determinante para a organização financeira do projeto. Em feiras e eventos, por exemplo, a possibilidade de aceitar pagamentos eletrônicos amplia o potencial de vendas e melhora a experiência do público consumidor, contribuindo para que a atividade criativa também seja financeiramente viável.
Enfim, empreender com criatividade é uma prática que une cultura, técnica e mercado de forma estratégica. Seja por meio de feiras, eventos especializados, tecnologia ou organização do negócio, essa modalidade vem ampliando as possibilidades para quem atua em contextos culturais e criativos. Principalmente em países lusófonos com uma tradição rica e diversificada de produção de saberes e expressões artísticas.
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