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Durante décadas, a música e as artes africanas foram consumidas globalmente sem que o continente fosse reconhecido como um verdadeiro centro de geração de riqueza cultural. Esse cenário mudou e hoje, vários artistas africanos não só dominam palcos internacionais como construíram impérios empresariais, tornando-se referências económicas, políticas e simbólicas nos seus países e na diáspora.
Com base em dados de 2025 e projeções para 2026, este artigo traça um retrato dos artistas masculinos mais ricos de África, numa lista que junta as áreas da música, entretenimento, media, tecnologia e investimento estratégico. As estimativas resultam de análises publicadas por plataformas como Forbes Africa, Business Insider Africa, Bloomberg Africa e Answers Africa, sendo possível que os valores variem consoante contratos, ativos empresariais e mercados.
Património estimado: 145M – 180M USD
Ícone absoluto da música africana, Youssou N’Dour representa a ligação direta entre cultura, política e media. Pioneiro do mbalax(género musical originário do Senegal) e voz africana reconhecida mundialmente, construiu ao longo de mais de 40 anos um dos maiores grupos de comunicação do Senegal, o Futurs Medias. A sua influência ultrapassa a música, estendendo-se à intervenção cívica e ao poder simbólico no espaço público africano.
Património estimado: 80M – 120M USD
A trajetória de Akon marca uma viragem no perfil do artista africano global. Depois de dominar as tabelas internacionais, direcionou a sua fortuna para projetos estruturantes no continente, como o Akon Lighting Africa e a controversa Akon City. A sua atuação posiciona-o mais como empresário de infraestruturas do que como músico tradicional.
Património estimado: 60M – 100M USD
Black Coffee transformou o house sul-africano num produto cultural global. Com residências em Ibiza, um Grammy e presença constante nos maiores palcos do mundo, representa o sucesso africano dentro da indústria eletrónica internacional. Paralelamente, investe em tecnologia e imobiliário, consolidando uma fortuna construída fora dos modelos clássicos da música africana.
Património estimado: 70M – 100M USD
Figura central do Afrobeats, Davido simboliza o cruzamento entre sucesso artístico, herança económica e estratégia empresarial. As suas digressões internacionais, contratos publicitários e a criação da editora DMW reforçam o papel da Nigéria como potência cultural e económica no mercado musical global.
Património estimado: 30M – 80M USD
Wizkid é um dos rostos mais visíveis da globalização do som africano. A partir de Lagos, construiu uma carreira que atravessa fronteiras, acumulando recordes de streaming, prémios internacionais e parcerias com marcas de luxo. O seu percurso reflete o impacto da diáspora africana na redefinição do mainstream musical.
Património estimado: 30M – 75M USD
Don Jazzy é arquiteto de carreiras. Fundador da Mavin Records, tornou-se uma das figuras mais influentes da indústria musical africana ao criar e gerir alguns dos maiores nomes da nova geração. A sua riqueza resulta da capacidade de transformar talento em estrutura económica sustentável.
Património estimado: 20M – 30M USD
Autodenominado African Giant, Burna Boy é um dos artistas africanos mais escutados no mundo. As suas digressões em arenas internacionais e presença nos maiores festivais reforçam a posição de África como exportadora de cultura de massas, sem abdicar de identidade política e estética.
Património estimado: 16M – 22M USD
Com uma carreira que atravessa gerações, 2Baba é uma referência histórica da música africana contemporânea. Para além do impacto cultural, diversificou os seus rendimentos através do imobiliário e do sector da hospitalidade, mantendo uma presença estável no espaço público.
Património estimado: 16M – 20M USD
Conhecido pelo sucesso com os P-Square, Rudeboy capitalizou décadas de digressões globais e direitos de autor. A sua carreira a solo confirma a longevidade comercial do pop africano quando aliado a gestão financeira estratégica.
Património estimado: 10M – 15M USD
Principal nome do Bongo Flava, Diamond Platnumz construiu um verdadeiro ecossistema mediático na África Oriental através da WCB Wasafi, que inclui editora, televisão e rádio. É um exemplo claro de como o entretenimento se tornou um motor económico regional.
Os artistas mais ricos de África deixaram de ser criadores para se tornarem arquitetos de estruturas económicas e culturais. Editoras, grupos de media, projetos de energia, imobiliário e tecnologia surgem como extensões estratégicas da prática artística. A música continua a ser o ponto de partida, mas é a capacidade de transformar a visibilidade cultural em poder económico sustentável que sustenta estas fortunas.
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