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O IndieLisboa regressa a Lisboa entre 30 de abril e 10 de maio para a sua 23.ª edição, com uma programação de 241 filmes entre curtas e longas-metragens. O festival volta a ocupar salas como o Cinema São Jorge, a Culturgest, o Cinema Ideal, a Cinemateca Portuguesa, o Cinema Fernando Lopes e a Piscina Municipal da Penha de França, mantendo também a programação noturna do IndiebyNight.
O programa distribui-se por várias seções, entre elas Competição Internacional, Competição Nacional, Silvestre, Rizoma, Novíssimos e IndieMusic. É precisamente aí que se encontram alguns dos títulos mais apelativos desta edição, entre documentários musicais, retratos de artistas e filmes que passam por África, Brasil e diásporas. Fora da programação de exibição, o festival inclui ainda o IndieLisboa Lab 2026, onde foi seleccionada a curta-metragem Estar Habituado é Amar, de Diogo Gazella de Carvalho.
Sun Ra: Do the Impossible, de Christine Turner, é um dos destaques do IndieMusic. O documentário recupera a figura de Sun Ra, nome maior do free jazz do século XX, a partir de imagens de arquivo e de testemunhos de membros da sua Arkestra. A apresentação oficial do festival sublinha a dimensão quase mítica do músico e a forma como a sua obra abriu caminho a uma visão singular da música e do afrofuturismo.

Sun Ra: Do the Impossible
Também no IndieMusic, The Blind Couple From Mali, de Ryan Marley, acompanha Amadou & Mariam numa viagem que parte de Bamako e atravessa vários lugares ligados ao seu percurso artístico. O filme aproxima-se do processo criativo da dupla e reúne ainda depoimentos de colaboradores como Damon Albarn, Chris Martin, Manu Chao, Tiken Jah Fakoly e Vieux Farka Touré.

The Blind Couple From Mali
Outro título a reter é Bubbling Baby, de Sharine Rijsenburg, uma curta que olha para o nascimento do bubbling, criado por DJ Moortje, natural de Curaçao, nos Países Baixos. O festival apresenta-o como um filme sobre as origens do género e sobre a vitalidade da sua cena contemporânea, marcada por uma forte presença feminina.

Bubbling Baby
Ainda na seção musical, Massa Funkeira, de Ana Rieper, leva o funk brasileiro para o centro da programação. A sinopse oficial descreve-o como um retrato do funk-putaria que saiu da favela e ocupou bailes de rua, discotecas e o espaço público brasileiro, afirmando o corpo, sobretudo o corpo feminino, como lugar de desejo e resistência. O filme é, de resto, um dos três títulos em destaque na festa de encerramento do festival, ao lado de The Blind Couple From Mali e Bubbling Baby.

Massa funkeira
Fora do universo musical, Pardo é Papel, de Alexis Zelensky, surge em Rizoma como um dos documentários a seguir. O filme acompanha Maxwell Alexandre, artista nascido e crescido na Rocinha, no Rio de Janeiro, cuja ascensão no mercado da arte contemporânea, segundo o festival, expõe também uma realidade atravessada por um sistema estruturalmente racista.

Pardo é Papel
Em Silvestre, Deep Cobalt, de Petna Ndaliko Katondolo, leva-nos até à mina de Mutoshi, em Katanga, na República Democrática do Congo, onde uma comunidade de trabalhadores extrai cobalto em condições extremas. A sinopse do festival liga diretamente essa realidade à produção de aparelhos tecnológicos, fazendo deste um dos títulos mais concretos e politicamente fortes da edição.

Still do filme
Entre os filmes da mesma seção está ainda Taxi Moto, de Gaël Kamilindi, apresentado como uma história de amor entre dois homens que o realizador foi impedido de filmar no seu país, tendo por isso reinventado o projeto noutra geografia. O festival descreve-o como um filme onde realidade e ficção se cruzam, num gesto de descoberta e de amor.

Taxi Moto
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