Os lançamentos musicais da semana

January 25, 2026
lançamentos da semana 23 jan

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Esta semana fica marcada por lançamentos de Nenny, jimmy P, MDO, Bateu Matou e muito mais. No conjunto, são sobretudo temas que refletem afirmação identitária, crescimento artístico e introspeção, com artistas em diferentes momentos de percurso a explorarem novas linguagens e narrativas pessoais.


Sem se prender a géneros ou fórmulas, são temas também que celebram pertença, outros que mergulham em processos de mudança, saúde mental ou relações conscientes, e faixas que reforçam a ligação à herança cultural.



Nesta rubrica, cabem o hip hop, o R&B, a kizomba, o funaná, a Pandza, o Jazz, o Puita, e tudo o que se cruza pelo caminho. O que aqui se apresenta é um apanhado de lançamentos dos últimos sete dias, organizado a partir do universo musical que acompanhamos de perto, pensado para contextualizar as músicas que chegam todas as semanas, sem a pressão do imediato, mas com atenção ao seu significado e à linguagem que propõem.

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Agenda cultural

Nenny – “Déjà Vu” feat. Bispo


“Déjà Vu” marca a estreia de Nenny nos lançamentos de 2026 e antecipa o seu próximo álbum, com edição prevista para breve. A canção aborda a expectativa em torno de uma relação, colocando em causa a fronteira entre realidade e ilusão emocional.




Harley KSD – “Bixo Solto”


Bixo Solto é o novo single de Harley KSD e integra a continuidade do seu percurso no rap nacional, onde o artista tem vindo a afirmar uma linguagem direta, urbana e marcada pela autoafirmação.


Conhecido por uma escrita crua e por uma presença consistente no circuito underground e digital, Harley KSD utiliza "Bixo Solto" como espaço de afirmação individual, explorando temas ligados à liberdade, identidade e sobrevivência no contexto urbano. 


MDO – “Chama”


“Chama” integra o novo projeto discográfico de MDO, Menino de Ouro, artista angolano que se tem afirmado na nova geração da música urbana. Composto por seis faixas, o trabalho reúne um conjunto de colaborações que incluem Elio Baiano, Jennifer Amará e Damaya, refletindo diferentes cruzamentos dentro do universo musical do artista.



Herlander – "vai bem"


Herlander é um produtor, compositor, performer e cantor lisboeta. Depois de “deixa-me em paz” e “vertigens”, Herlander lança “vai bem.”, single que aprofunda a narrativa do seu próximo projeto. A canção parte da ideia de uma separação consciente, sem conflito ou necessidade de imposição de verdades.



Avanah – "Sodadi"


Avanah, nome artístico de Silvana Cristhina Gomes, é cantora, compositora, pianista autodidata e bailarina de raízes cabo-verdianas. Nascida e criada em Roterdão, desenvolveu desde cedo uma ligação à música internacional, que hoje cruza com referências da sua herança cultural.


Sodadi é o seu novo single e parte de um conceito centrado na saudade enquanto memória, ausência e ligação emocional. A canção integra uma linha artística que dialoga com identidade e herança cultural, mantendo uma abordagem contemporânea e pessoal.


Danny Peezy - "Culú"


Esta nova música assinala um novo momento no percurso de Danny Peezy, já disponível em todas as plataformas digitais. A faixa aposta numa atmosfera introspectiva e reflexiva, refletindo uma fase de maior experimentação sonora e crescimento artístico do músico angolano.


Nascido em Luanda em 1995 e criado nos bairros do Zamba 2 e da Coreia, Danny Peezy começou cedo na música, passando pelo grupo 4rteto Fantástico antes de se afirmar a solo. Ganhou projeção com Don’t Play e consolidou o seu percurso através de colaborações com nomes como Yuri da Cunha, Diva Ary, Diboba e Uami Ndongadas. Produtor e compositor das suas próprias obras, prepara atualmente o álbum de estreia a solo.


Jimmy P - "Alta Cultura"


"Alta Cultura" é o novo tema de Jimmy P e assume-se como um exercício de introspeção, maturidade e reposicionamento pessoal. A letra percorre um processo de libertação emocional, onde o artista fala de saúde mental, paz interior, escolhas conscientes e do afastamento de ciclos e relações que já não acrescentam. Entre a vulnerabilidade e a afirmação, Jimmy P reivindica o direito de escolher a solitude, de colocar o bem-estar acima da fama e de se comprometer com a sua negritude sem abdicar da evolução pessoal.


Musicalmente e liricamente, "Alta Cultura" afasta-se da ostentação e aproxima-se de uma escrita reflexiva, centrada na ideia de crescimento, autoconsciência e responsabilidade individual. Jimmy P, que tem vindo a construir um percurso consistente no rap português, afirma-se aqui como um artista atento às transformações internas e ao impacto das escolhas, usando a música como espaço de cura, clareza e afirmação identitária.

Bateu Matou - "Vou pó Baile"


Com presença confirmada no Festival da Canção deste ano através do tema “Nos Teus Olhos”, os Bateu Matou regressam com um EP de quatro faixas que reacende o espírito do baile. O lançamento funciona como antecipação do próximo álbum, previsto para o final do ano, e como ponto de partida para a estreia da residência “O Nosso Baile”, marcada para 22 de fevereiro, na Casa Capitão, em Lisboa.



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