MC Acondize lança álbum “7 Benson” que imerge das suas raízes, lutas e bênçãos

June 26, 2025
MC Acondize 7 Benson

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“Cada faixa carrega sangue, suor e fé”. Foi assim que o artista cabo-verdiano MC Acondize apresentou 7 Benson, o seu novo álbum lançado esta quinta-feira, nas plataformas digitais. O projeto conta com oito faixas musicais e participações especiais de Lost K, Mayou, Big Z e Flavnais.

O alinhamento inclui os temas “Intro”, “Dja Nu Manxi”, “Ka trapadjan”, “Morabeza”, “7 Benson”, “Intola”, “100 Konta” e “Mondon” e assume um tom autobiográfico e espiritual, refletindo sobre vivências, conquistas e desafios superados. “Esse álbum tem um significado forte para mim. Falo das minhas lutas quando ainda não era nada, da consistência e persistência para driblar as dificuldades do passado. É um álbum que traz um novo MC Acondize”, afirmou o artista em conversa com a BANTUMEN.

O rapper sublinha que cada canção é um espelho da sua vivência insular: “Cada faixa traz a essência do que vivi e aconteceu em Cabo Verde. Em cada música trago situações vividas no país, em sincronia com os ritmos que hoje se ouvem aqui”, explicou. Um dos exemplos é a faixa "Morabeza", que “traduz a vivência de um emigrante que regressa à sua terra depois de muitas lutas fora do país e já não quer mais ir embora, por causa da morabeza que o país tem”.

O título do álbum também carrega uma forte carga simbólica. “7 Benson surgiu na sala do meu apartamento. Estava sentado com amigos e falei que tinha um álbum por vir. Ao longo da minha trajetória, Deus abençoou-me muito e ainda está a permitir-me aproveitar a minha maior bênção: a minha mãe, Dona Alcinda. Então, fiquei a dizer ‘benson’ a cada conquista. Até que decidi 7 Benson. O sete é um número que gosto muito e ‘benson’ porque sinto que fui muito abençoado por Deus na minha carreira, desde o início até hoje.”

Gelson Patrick de Oliveira, de nome artístico MC Acondize, tem 28 anos e é natural da freguesia de São Miguel Arcanjo, na ilha de Santiago. Conhecido por êxitos como "É pa pila", com mais de 6,4 milhões de visualizações no YouTube, soma atualmente 137 mil seguidores no Instagram e 64 mil ouvintes mensais no Spotify. Antes da música, foi dançarino e animador de festas durante cinco anos.

O nome artístico nasceu em 2018, “durante uma brincadeira enquanto apresentava trajes”, contou em entrevista ao Balai CV, em 2023. Desde então, tem consolidado o seu nome na cena urbana crioula com uma estética que combina autenticidade, espiritualidade e um profundo apego à rua e à cultura cabo-verdiana.

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