Os artigos mais lidos da semana 05/53

February 1, 2026
Os artigos mais lidos da semana 05/53
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No topo dos artigos mais lidos na BANTUMEN, nos últimos sete dias, esteve o artigo sobre a arte decolonial dos Rabelados, em Cabo Verde, que revisitou a história desta comunidade da ilha de Santiago, sublinhando a forma como a sua produção artística afirma identidade e autonomia cultural fora dos circuitos institucionais.


Em segundo lugar, o artigo dedicado aos 450 anos de Luanda, que reuniu uma playlist de músicas inspiradas na cidade e propôs uma leitura de Luanda enquanto território simbólico, político e sonoro.


Ainda entre os conteúdos mais procurados, estiveram a entrevista a Marlene Maia, sobre a união entre a Hausdown e a MM Intermedia; a entrevista a Isabel Zuaa, única atriz portuguesa no elenco de O Agente Secreto, filme que entrou na corrida aos Óscares; e, por fim, a estreia histórica de Moçambique no Festival de Cinema de Roterdão, com O Profeta, de Ique Langa.


A arte decolonial dos Rabelados em Cabo Verde

Os Rabelados foram uma comunidade tradicional de Cabo Verde, país insular do continente africano, banhado pelo oceano Atlântico, localizada na ilha de Santiago, na zona de Espinho Branco. A comunidade formou-se a partir da partilha de uma identidade socioreligiosa comum e o seu surgimento remontou à década de 1940, quando um grupo de fiéis se rebelou contra a ordem estabelecida, em particular contra a condução da Igreja Católica. Dessa rutura nasceu uma comunidade que afirmou uma identidade religiosa tradicionalista própria, emergente das reformas católicas implementadas no país nesse período (Semedo, 2016).


450 anos de Luanda, cantados e contados através da música

Luanda celebrou 450 anos como principal centro político, económico e cultural de Angola, cidade onde se concentraram decisões, fluxos e imaginários que moldaram o país. Capital de encontros sucessivos e de permanente reinvenção urbana, foi também em Luanda que se acumularam histórias, linguagens e práticas culturais que ajudaram a compreender Angola a partir do seu presente, num percurso em que a música funcionou como espaço onde a cidade se observou, se comentou e, muitas vezes, se confrontou. A partir dessa relação entre som e território, reunimos uma playlist de músicas que fizeram referência a Luanda, atravessada por géneros, tempos e perspetivas distintas.


Hausdown e MM Intermedia uniram-se para reforçar a comunicação de artistas

A Hausdown e a MM Intermedia decidiram unir percursos depois de anos a trabalhar o mesmo território por caminhos diferentes. De um lado, existiu uma estrutura criativa com leitura interna dos mercados PALOP; do outro, afirmou-se um trabalho construído a partir dos media portugueses, da proximidade com os artistas e de uma insistência contínua em criar espaço onde ele não existia. Nesta entrevista à BANTUMEN, Marlene Maia falou do ponto de partida da MM Intermedia, da ausência estrutural de artistas africanos no espaço mediático português e do momento em que a fusão com a Hausdown, hoje liderada por Ana Rita D’Almeida, deixou de ser hipótese e passou a necessidade. A conversa passou ainda pelo trabalho feito no terreno e pelo confronto com um mercado que aceitou a inovação enquanto discurso, mas hesitou quando esta começou a mexer em estruturas.


Isabel Zuaa e a história silenciada que chegou à corrida aos Óscares

Isabel Zuaa foi a única atriz portuguesa a integrar o elenco de O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, que entrou na corrida aos Óscares com quatro nomeações, Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator e Melhor Direção de Elenco. No filme, protagonizado por Wagner Moura, Zuaa interpretou Tereza Vitória, uma refugiada política angolana cuja presença, construída a partir do silêncio e da contenção, ampliou o alcance político de uma narrativa centrada no Brasil dos anos 70.


Moçambique estreou-se no Film Festival de Roterdão com O Profeta

O Profeta, de Ique Langa, entrou para a história do cinema moçambicano ao tornar-se o primeiro filme do país a integrar a competição oficial do International Film Festival Rotterdam. Rodado em Manjacaze, no sul de Moçambique, e interpretado maioritariamente por habitantes da vila, o filme estreou a 30 de janeiro, com sessão esgotada. Construído ao longo de nove anos, O Profeta resultou de um processo marcado pela relação com o território e pela participação ativa da comunidade local, num projeto que juntou criação autoral e prática coletiva.

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