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Nos últimos sete dias, o ranking dos artigos mais lidos na BANTUMEN foi liderado pela chegada de Welket Bungué à nova novela da TV Globo, que coloca personagens afrodescendentes no centro do poder, do romance e da herança simbólica.
Seguiu-se a entrevista a Paula Varela, que, através da 4.Operations, abordou os desafios estruturais do setor dos transportes, a escassez de mão de obra e o papel dos recursos humanos enquanto agente de transformação económica e social.
Entre os conteúdos mais procurados esteve também o artigo de opinião de Zola Pedro sobre quem controla Angola, uma reflexão crítica em torno da soberania, da dependência estrutural e dos limites entre independência formal e autonomia real no país.
A fechar a lista dos artigos mais lidos da semana estiveram o percurso de Idio Chichava, que evidenciou como a dança contemporânea em Moçambique se constrói, e o artigo de opinião de Rachide Incote sobre a disputa em torno da simbologia do PAIGC, na Guiné-Bissau.
Num horário de prestígio da televisão brasileira, “A Nobreza do Amor” chegou para virar o jogo. Pela primeira vez, uma novela da TV Globo constrói um universo onde personagens afrodescendentes ocupam o centro do poder, do prestígio e do romance, não como exceção ou conquista, mas como herança, influência e pertença. Entre palácios simbólicos e afetos em disputa, a trama, que estreia no dia 16 de março, ganha ainda mais força com a presença de Welket Bungué. Numa produção de grande escala que cruza África e Brasil numa fábula afro-brasileira ambientada nos anos 1920, o ator guineense assume um dos papéis centrais ao dar vida ao rei Cayman II, monarca do reino fictício de Batanga.
Num setor marcado pela escassez de mão de obra, pela rotatividade e por modelos ainda resistentes à mudança, a área dos recursos humanos tornou-se um dos principais campos de disputa no futuro dos transportes. Foi nesse território que Paula Varela construiu a 4.Operations, empresa especializada em recrutamento e retenção de talento para o setor dos transportes. Em entrevista à BANTUMEN, falou de percursos não lineares, da importância de alinhar expectativas entre empresas e profissionais, da necessidade de tornar visíveis profissões essenciais e pouco valorizadas e do papel que os recursos humanos assumiram enquanto agente de transformação num setor estrutural da economia. A conversa passou ainda pela liderança feminina num contexto historicamente masculino, pela mobilidade laboral entre Europa e África e pelo que significou, hoje, empreender sem romantizar o processo.
Neste artigo de opinião, Zola Pedro propôs uma leitura crítica do percurso do país desde 1975, ao questionar os limites entre independência formal e autonomia real. A partir de dados económicos, sociais e culturais, o autor analisou a persistente dependência do petróleo, o peso da dívida pública, a fragilidade da base produtiva, a precariedade do emprego jovem e a importação contínua de modelos económicos, culturais e tecnológicos. O texto convocou ainda o debate sobre soberania digital e dependência intelectual, defendendo que a independência por concluir já não se resolveu no plano simbólico, mas nas escolhas estruturais que o país esteve — ou não — disposto a fazer.
A dança contemporânea moçambicana afirmou-se como um campo de pesquisa artística com identidade própria, e o percurso de Idio Chichava ofereceu uma chave decisiva para essa leitura. Formado entre práticas tradicionais e o contacto com metodologias internacionais, o coreógrafo construiu uma linguagem que partiu do quotidiano, da memória e da relação direta com a comunidade, numa lógica de recusa perante a importação de modelos europeus.
O Comando Militar da Guiné-Bissau anunciou a intenção de avançar com a alteração da bandeira e da simbologia do PAIGC, uma decisão que incidiu sobre símbolos historicamente associados ao movimento que liderou a luta de libertação do país. Neste artigo de opinião, Rachide Incote analisou o enquadramento histórico e político desta iniciativa, recuperou a origem da simbologia do PAIGC no processo de independência da Guiné-Bissau e de Cabo Verde, e discutiu as implicações institucionais e democráticas de qualquer tentativa de impor mudanças simbólicas fora dos órgãos legitimamente eleitos.
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Para sugerir correções ou assuntos que gostarias de ler, ver ou ouvir na BANTUMEN, envia-nos um email para redacao@bantumen.com.
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