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Este texto marca o início de uma nova rubrica editorial na BANTUMEN, dedicada a acompanhar os lançamentos musicais da semana.
A velocidade com que a música circula hoje nem sempre acompanha o ritmo da vida real. Entre agendas cheias, trabalho, deslocações e o cansaço dos dias, é cada vez mais difícil acompanhar tudo o que é lançado nas plataformas digitais. Esta rubrica nasce dessa realidade comum: reunir, organizar e destacar os lançamentos musicais da semana, sem limitações de géneros ou rótulos. O fio condutor é: todos os artistas são de origens dos PALOP.
Aqui cabem o hip hop, o R&B, a kizomba, o funaná, a Pandza, o Jazz, o Puita, e tudo o que se cruza pelo caminho. O objetivo é simples: ouvir com atenção, curiosidade e tempo, sem a pressão de estar sempre a par de tudo.
O que aqui se apresenta é um apanhado de lançamentos dos últimos sete dias, organizado a partir do universo musical que acompanhamos de perto, pensado para contextualizar as músicas que chegam todas as semanas, sem a pressão do imediato, mas com atenção ao seu significado e à linguagem que propõem.
Tufulin recupera o gesto ancestral de pentear como espaço de conversa e transmissão de saberes entre mulheres. Karyna Gomes e Alana Sinkëy transformam esse ritual íntimo em canção, evocando memória, pertença e continuidade cultural para lá da dimensão estética.
Segundo single de avanço do álbum de estreia de Lucas Ortet, “Nosso Love” aposta numa sonoridade pop contemporânea, combinando guitarras, sintetizadores e uma escrita centrada na intimidade e nas relações. O tema é acompanhado por videoclipe e segue-se a “Mantém Distância”, lançado em dezembro de 2025.
Dois lançamentos que equilibram introspeção e consciência coletiva. “Adimiti” assume um tom mais confessional, enquanto “I Abô Só”, em colaboração com a Black Family, recupera o rap como espaço de comentário social e memória política.
O encontro entre Criolo, Amaro Freitas e Dino D’Santiago resulta num álbum que junta rap, jazz, MPB, morna e funaná. Ao longo de 12 faixas, o projeto constrói uma linguagem própria, ancorada nas tradições afro-atlânticas e numa abordagem contemporânea à composição e à palavra. A apresentação do álbum está marcada para o Primavera Sound, no Porto.
Faixa orientada para o impacto imediato, com uma abordagem mais festiva e urbana, sem perder a identidade que caracteriza ambos os artistas.
Um manifesto bilíngue, assente em voz, piano e cordas. LIBRA articula uma crítica clara à instrumentalização da dor das mulheres e às narrativas neocoloniais, assumindo um posicionamento político e artístico sem concessões.
Assente numa leitura crítica do rap contemporâneo, a música questiona a superficialidade de certas estéticas e discursos, sobretudo associados à lógica da ostentação vazia e do “flex”, sem abdicar da essência do Hip-Hop enquanto espaço de afirmação e consciência.
Relembramos-te que podes ouvir os nossos podcasts através da Apple Podcasts e Spotify e as entrevistas vídeo estão disponíveis no nosso canal de YouTube.
Para sugerir correções ou assuntos que gostarias de ler, ver ou ouvir na BANTUMEN, envia-nos um email para redacao@bantumen.com.
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