TAAG cresce 30% em África e passa a voar para Acra, Dakar e Praia

September 7, 2026
taag-cresce-africa-acra-dakar-praia-transformacao
DR

Partilhar

A TAAG, companhia aérea de bandeira de Angola, reuniu recentemente os seus quadros e lideranças na II Reunião de Quadros da empresa, em Luanda, para avaliar o processo em curso na companhia e reforçar a responsabilidade individual e coletiva na execução das prioridades estratégicas. O encontro aconteceu num momento particularmente exigente para a empresa: depois de um exercício de 2025 fechado com um prejuízo líquido de 144,6 milhões de dólares - resultado que a própria administração atribuiu ao investimento em modernização da frota e à reestruturação operacional, num total que rondou os 411 milhões de dólares aplicados sobretudo na aquisição de aeronaves -, a companhia apresenta 2026 como o arranque de um novo ciclo, orientado para transformar investimento, estratégia e capacidade instalada em resultados concretos, com impacto na segurança operacional, na disponibilidade da frota, na eficiência, na sustentabilidade financeira e na experiência do passageiro.


Na abertura da reunião, o presidente do Conselho de Administração da TAAG, Clóvis Rosa, sublinhou que os resultados desse ciclo devem ser medidos pelos resultados produzidos, e não apenas pelas iniciativas lançadas ou pelos planos aprovados. "Responsabilidade coletiva não significa responsabilidade diluída. Significa que cada um conhece o seu papel, cumpre-o e responde por ele. É esta cultura que temos de fortalecer", afirmou.


A reunião contou também com a participação do ministro dos Transportes, Ricardo Viegas D'Abreu, que destacou a oportunidade criada pela renovação da frota, pelo Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto e pelo posicionamento geográfico de Angola, defendendo que essa capacidade deve ser convertida em desempenho efetivo. "Potencial não é resultado. E investimento não é transformação. A transformação acontece quando o investimento começa a produzir mais eficiência, mais produtividade, melhor serviço, crescimento das receitas, controlo dos custos, maior fiabilidade operacional e sustentabilidade", afirmou o ministro. A intervenção surge num quadro em que o Governo angolano prepara, ainda este ano, o início do processo de privatização da TAAG, procurando um parceiro estratégico internacional capaz de ajudar a reduzir os custos operacionais e a reforçar a presença global da companhia, um objetivo que confere particular peso aos indicadores de desempenho apresentados na reunião.


Entre os resultados já alcançados está a recuperação e devolução ao serviço de cinco aeronaves, que reforçam progressivamente a capacidade operacional de uma frota que, em junho de 2026, contava com 33 aparelhos, incluindo os primeiros Airbus A220-300, chegados em setembro de 2024, e os Boeing 787 Dreamliner, entregues a partir de janeiro de 2025. Na componente comercial, a TAAG registou um crescimento de 30% da sua rede em África, passando de 10 para 13 destinos, depois de terem sido autorizadas três novas rotas: Acra, no Gana, Dakar, no Senegal, e Praia, em Cabo Verde. Esta última retoma uma ligação há muito ausente entre os dois países lusófonos e os voos para a capital cabo-verdiana arrancam a 31 de outubro de 2026, com escala em Dakar, pondo fim a um hiato que analistas e empresários de ambos os países apontavam como entrave às relações comerciais e à mobilidade de cidadãos, estudantes e empresários entre Angola e Cabo Verde, no espaço da CPLP.


Para acompanhar esta fase, a companhia está também a implementar uma nova disciplina de planeamento e acompanhamento da execução através do GO TAAG 360, um instrumento que permite monitorizar prioridades, responsabilidades, prazos e resultados de forma regular e transversal a toda a organização. Com dados reportados a 24 de agosto de 2026, o programa integra 53 alavancas estratégicas, 300 entregáveis e 698 metas, com execução global de 53% e 263 metas já concluídas.


No domínio financeiro, os números do primeiro semestre mostram sinais de recuperação face ao exercício anterior. A execução da despesa situou-se 25,7 milhões de dólares abaixo do orçamento aprovado, refletindo maior disciplina no controlo de custos, e a TAAG gerou, no período, 19,2 milhões de dólares de caixa operacional, reforçando a capacidade da companhia para fazer face aos seus compromissos. Estes indicadores acompanham a execução do Programa Palanca e o reforço do controlo orçamental, num quadro em que a sustentabilidade financeira permanece uma das prioridades centrais da companhia. Mais do que o volume de iniciativas em curso, o novo modelo procura assegurar que os compromissos assumidos têm responsáveis identificados, prazos definidos e acompanhamento regular, o que permite detetar desvios mais cedo e reforça a capacidade de decisão e correção da organização.


O presidente da Comissão Executiva da TAAG, Miguel Carneiro, sublinhou que o processo em curso pretende alterar de forma estrutural a maneira como a companhia planeia, decide, acompanha e executa. "A transformação da TAAG começou na mudança da nossa forma coletiva de trabalhar, mais próximos, mais alinhados, mais responsáveis", afirmou. Miguel Carneiro reafirmou ainda o compromisso da Comissão Executiva em manter a execução do plano em curso, reforçar a disciplina na gestão dos custos e dos recursos e continuar a criar condições para a melhoria progressiva das condições dos trabalhadores, à medida que a recuperação e a sustentabilidade financeira da companhia o permitam.


O plano da TAAG assenta em quatro prioridades: segurança operacional, aumento da eficiência operacional e organizacional, aumento da receita e redução de custos, associadas a uma orientação crescente para a experiência do cliente. A administração reconheceu, ainda assim, que persistem desafios relevantes ao nível da disponibilidade da frota, da eficiência operacional e da sustentabilidade financeira, e que a melhoria destes indicadores exige maior articulação entre áreas, rapidez de decisão, cumprimento de procedimentos e responsabilização por resultados.


Neste contexto, a II Reunião de Quadros representou um momento de alinhamento da organização em torno de uma cultura de maior exigência, transparência e responsabilização, aproximando a estratégia da execução quotidiana e tornando mais clara a contribuição de cada estrutura e de cada trabalhador para os resultados da companhia. Com a renovação da frota, o desenvolvimento do hub de Luanda, a expansão da conectividade regional e internacional e uma maior disciplina operacional e financeira, a TAAG mantém como prioridade tornar-se uma companhia mais eficiente, competitiva, sustentável e próxima dos seus passageiros, objetivo que ganha urgência acrescida com o processo de privatização anunciado pelo Governo para este ano.


Atualmente, a TAAG disponibiliza 13 destinos domésticos e 12 destinos internacionais, além do transporte de passageiros e de carga, um serviço que a companhia descreve como cada vez mais essencial para o desenvolvimento do ecossistema local em Angola.

Relembramos-te que podes ouvir os nossos podcasts através da Apple Podcasts e Spotify e as entrevistas vídeo estão disponíveis no nosso canal de YouTube.

Para sugerir correções ou assuntos que gostarias de ler, ver ou ouvir na BANTUMEN, envia-nos um email para redacao@bantumen.com.

bantumen.com desenvolvido por Bondhabits. Agência de marketing digital e desenvolvimento de websites e desenvolvimento de apps mobile