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O cantor cabo-verdiano Zeca Nha Reinalda apresenta-se no dia 11 de abril, às 22h00, na LAV – Lisboa ao Vivo, em Lisboa, num concerto comemorativo que assinala 50 anos de carreira. Reconhecido como uma das vozes marcantes do funaná e da música de Cabo Verde, o artista revisita neste espetáculo alguns dos temas que marcaram o seu percurso, entre eles “Tó Martins”, “Sant’Antoni la Belém”, “Si Manera” e “Proverbio”, canções que se tornaram referências dentro da música cabo-verdiana.
Nascido José Bernardo Dias Fernandes, a 26 de março de 1956, na cidade da Praia, na ilha de Santiago, Zeca Nha Reinalda iniciou a sua trajetória musical em 1976, integrando o conjunto Opus 7, onde atuou como vocalista e compositor. Mais tarde passou por várias formações, entre elas o influente grupo Bulimundo, uma das bandas que ajudou a consolidar o funaná moderno.
Após essa experiência, fundou com o irmão Zezé di Nha Reinalda o grupo Finaçon, criado em 1984 na ilha de Santiago. A banda destacou-se por explorar o funacola, uma fusão entre funaná e coladeira, e contou ao longo do tempo com músicos como Palo, Zé Augusto, Angelo Barbosa, Toni di Cando, Kim Alves e Djinho Barbosa. Um ano após a formação, o grupo lançou o álbum “Horizonte”, trabalho que contribuiu para a projeção internacional da banda.
Antes disso, os dois irmãos já tinham colaborado em duo com os álbuns “N’kà por si” (1982) e “Konbersu’l Tristi Korbo Nha Xintido” (1983). Estes discos reuniram músicos de destaque da música cabo-verdiana, entre eles Paulino Vieira (direção musical e arranjos), Luís Morais (saxofone e clarinete), Bebeto (baixo), Toy (bateria) e Amanhã (congas).
Em 1990, o grupo Finaçon foi escolhido pela editora francesa Mélodie para lançar o álbum “Funaná” em formato CD. O disco incluía o tema “Si Manera”, que se tornou um sucesso internacional e foi uma das primeiras músicas de funaná a ganhar projeção em França. Entre as faixas estava também “Fomi 47”, composição inspirada na grande fome de 1947 em Cabo Verde, episódio histórico marcado pela seca e pela emigração forçada de muitos cabo-verdianos para São Tomé e Príncipe.
Ao longo dos anos, o grupo realizou digressões internacionais e editou vários trabalhos discográficos, entre eles “Rabecindadi” (1987), “Dotorado” (1990), “Farol” (1992), “Simplicidade” (1994) e “Kel ki ta da… Ta da” (1995).
Depois da separação da banda, Zeca Nha Reinalda iniciou uma carreira a solo que reforçou o seu estatuto como uma das figuras centrais do funaná, sendo muitas vezes referido como “Rei do Funaná”. Entre os seus trabalhos individuais destacam-se “Funaná Mix Vol. 1” (1996), “20 Anos Depois” (1999), “Campones” (2001), “Dia Dia” (2004), “Na Caminho” (2007) e “Rei di Funaná” (2014), além do DVD “Rei di Funaná” lançado em 2005.
Ao longo de quase cinco décadas de atividade, o artista manteve-se fiel à tradição do funaná, explorando também outros estilos cabo-verdianos como finaçon, morna, coladeira, batuque, tabanka e mazurca, contribuindo para a preservação e difusão da música de Cabo Verde.
O concerto em Lisboa propõe revisitar este percurso artístico, celebrando cinquenta anos de carreira através de alguns dos temas mais emblemáticos do cantor.
📅 Data: 11 de abril
🕘 Hora: 22h00
📍 Local: LAV – Lisboa ao Vivo, Lisboa
Para sugerir eventos, envia-nos um email para redacao@bantumen.com
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