Há praticamente uma década que Nankhova tem contacto com a moda. A sua relação com esse mundo começou de uma forma peculiar. Nankhova viu despertar em si o amor pelo fashion design quando vendia ténis da Nike no Brasil, onde estava a terminar os estudos.

A inspiração surgiu quando a irmã também entrou no mundo do pret-a-porter. “A moda entrou na minha vida para me mostrar o caminho”, explica. Com passar do tempo, o designer decidiu criar a sua própria marca que, aliada aos seus dotes de comercial, conseguiu os recursos necessários para a expansão.

Já com uma carreira de estilista sólida em Angola, Nankhova começa a apostar noutras áreas e dar “asas” ao seu lado artístico. Ainda no Brasil, Nankhova já nutria alguma curiosidade pelo mundo da música e chegou a partilhar um estúdio com os primos.

Contudo, essa paixão permaneceu na “gaveta” por algum tempo. “Tentei mas não me estava a soar com verdadeira alma por isso não mostrava ao mundo a minha vontade de cantar”. A luz verde para avançar apareceu no final do ano passado, quando lançou uma faixa com o rapper Samuel Clássico, “Eu sou tropa”.

O Nankhova Alves estilista tem algumas semelhanças, mas sobretudo diferenças com o  Nakhova Alves cantor. “Eu uso a roupa do Nankhova estilista e canto a música do Nakhova cantor e a junção disso dá o Nankhova artista”. E se tentarmos que explique o que prefere, o designer e cantor não gagueja:

Eu estou num momento de vibe musical que me faz sentir eu mesmo. não tenho preferências, tenho bom gosto por algo que me motiva .

Com tanta dedicação, a paixão pela música está longe de ser só um hobby. Nos seus desfiles, temos direito a um espetáculo de moda e entretenimento, onde a design e a música se fundem num só elemento.

Nankhova já tem três músicas disponibilizadas em formato digital, mas podemos esperar sim um projeto mais composto de Nankhova para este ano e quem sabe uma mixtape ou até um álbum.