A fotografia sempre foi uma maneira ilustrativa de contar uma história, denunciar algo ou apenas expor a realidade de uma sociedade. E é isso mesmo que a exposição fotográfica do togolês Tabi Bonney quer mostrar, os Grupos Étnicos Etíopes.

“Le Bon Voyage” é o nome de uma impressionante série de retratos que presta homenagem ao povo Suri da Etiópia. O músico togolês Tabi Bonney e o curador Erik Pettie apresentarão no dia 17, em Brooklyn, EUA, no Okay Space, esta exposição fotográfica que revela os cliques feitos entre entre viagens para a Etiópia e a prática agrícola de café dentro do país e no Togo.

Foto: Tabi Bonney - Le Bon Voyage —Brooklyn
Foto: Tabi Bonney – Le Bon Voyage —Brooklyn

Bonney criou esta exposição inspirado nas comunidades que foi encontrando nas suas viagens, pela beleza, moda tradicional e orgulho de uma África que muitos não conhecem.

“Não era minha intenção fotografar. Ao ficar no Vale do Omo e conhecer as pessoas, os vi como meus irmãos e irmãs africanas. Sendo a minha primeira vez na África Oriental, percebi o quão parecidos todos somos. Seja africanos no continente ou afro-americanos. nos Estados Unidos, vi personalidades familiares, expressões faciais, energia, etc. Isso me fez perceber que somos todos verdadeiramente iguais em todo o mundo”, esclareceu Bonney num comunicado de imprensa.

Foto: Tabi Bonney - Le Bon Voyage —Brooklyn
Foto: Tabi Bonney – Le Bon Voyage —Brooklyn

Quem aparece nas fotos de Bonney são pessoas do grupo étnico Suri (Surma), como os pastores de gado semi-nomadas que vivem no rio Omo e são conhecidos pela sua pintura corporal, escarificação e discos labiais – um sinal de beleza e status social, especialmente para as mulheres.

Os Suri são considerados uma “tribo em extinção”, já que a sua cultura e modo de vida podem não sobreviver mais de uma década.

Foto: Tabi Bonney - Le Bon Voyage —Brooklyn
Foto: Tabi Bonney – Le Bon Voyage —Brooklyn

“Fiz estes retratos com um olhar de beleza e moda. Vi a riqueza e engenhosidade, enquanto outros podem ter visto outra coisa. Vi o nosso povo. Não importa em que circunstâncias, status social ou onde estamos no mundo, mas a capacidade de aproveitar ao máximo o pouco que se tem”.