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“Porque Preciso de Dizer o Óbvio?” é uma instalação multidisciplinar de Edgar de Oliveira que parte de uma história familiar para refletir sobre identidade humana e mobilidade. A exposição inaugura a 5 de março de 2026, às 18h00, na Casa do Comum, onde ficará patente até 22 de março.
O projeto nasce da história da avó do artista, Amélia Batista Monteiro, nascida em Moçambique em 1907, filha de mãe moçambicana e pai goes. A partir desta linhagem, Edgar constrói um arquivo visual e sonoro que atravessa gerações e geografias. Hoje, a família estende-se por 16 países e reúne múltiplas nacionalidades, cores e percursos, evidenciando como as noções de pertença, fronteira e raça são mais frágeis do que muitas vezes se assume .
Na Casa do Comum, a instalação apresenta-se como um mapa desconstruído que assinala os movimentos globais da família, articulado com uma árvore genealógica, fotografias e um mosaico dedicado à avó Amélia. Uma componente sonora convida o público a escutar histórias familiares, criando uma experiência imersiva que cruza memória íntima e história coletiva . No centro do projeto está uma ideia simples mas contundente: existe apenas uma raça humana e um só planeta Terra .
No dia 14 de março, às 18h30, realiza-se uma conversa aberta ao público com a participação do historiador António de Almeida Mendes, da artista e investigadora Dzifa Peters e de Krishna Chadhuri, instrutora de meditação.
Edgar de Oliveira iniciou o seu percurso no MauMaus, em Lisboa, e concluiu a licenciatura em Belas Artes na Universidade de Sussex, em 2004 . Viveu vários anos em Londres, onde integrou o coletivo Area10 e desenvolveu projetos multidisciplinares e colaborações no contexto performativo. De regresso a Lisboa, foi cofundador do Roundabout.lx, espaço dedicado à partilha e colaboração artística .
A sua prática cruza fotografia, vídeo e instalação, com especial interesse pelo trabalho site-specific e pela intervenção no espaço público. Nos últimos anos, tem também desenvolvido oficinas de fotografia para crianças, promovendo a liberdade criativa e o olhar crítico . Vive e trabalha entre Lisboa e Sintra, onde mantém um estúdio integrado na natureza, articulando criação artística, sustentabilidade e princípios de permacultura .
🖼️ Exposição / Instalação multimédia
📍 Casa do Comum, Lisboa
📅 5 a 22 de março 
Para sugerir eventos, envia-nos um email para redacao@bantumen.com
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