A imagem é cada vez mais importante nos dias que correm, a busca pelo corpo ideal tornou-se algo essencial à vida. Mas a procura pela perfeição pode ter um final infeliz e um impato negativo na vida das pessoas, segundo um estudo da Universidade de Ciência e de Tecnologia da Noruega e da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos,.

Os investigadores analisaram a relação entre o transtorno de imagem corporal masculino e a saúde mental e identificaram que pois os homens obcecados com o ginásio são significativamente mais propensos a virem a padecer de depressão.

O estudo feito pelos académicos e investigadores revela que, os indivíduos que mais se preocupam com a imagem e o físico apresentam um risco elevado de depressão, como de beber em excesso, e de tomar suplementos ilegais – incluindo esteróides anabólicos.

Dez por cento dos homens sofrem com o chamado transtorno de imagem corporal masculino – o que faz como que achem que são demasiado gordos (quando não o são) e desejem ativamente emagrecer.

Foram entrevistados 2,460 homens, entre os 18 e os 32 anos, acerca dos seus hábitos de ginásio e da sua opinião sobre o seu próprio corpo. “Sinto-me culpado quando perco um treino”, “acho que o meu peito não é musculado o suficiente”, e “estou a considerar tomar esteróides anabólicos” foram algumas das repostas dadas pelos entrevistados.

Trine Tetlie Eik-Nes, a médica que conduziu a investigação, disse ainda que “o problema surge quando os corpos de atletas profissionais, como o do Cristiano Ronaldo, se tornam o ideal a alcançar para os homens que tem empregos e carreiras ditas comuns, que estão a estudar e têm uma família. O treino tem que ser o foco principal e o ‘trabalho a tempo inteiro’ para quem pretende ser igual ao Ronaldo”.