Para grande surpresa, os mais clicados desta semana começam com um Brand New, Uami Dongadas. No segundo lugar ficou o filme Djon África de Miguel Moreira, seguido de Sob Pressão dos Mobbers. Na quarta posição temos a entrevista a Marinela Mendes sobre feminismo e, por fim, o “Hat Trick” de Mauro Pastrana.

1. Uami Ndongadas, a nova geração do rap em Angola

Prestes a atingir a maioridade, Uami Ndongadas nasceu e foi criado no Kinaxixi, em Luanda. Por altura do seu nascimento, em 2001, os SSP editavam o álbum Alfa, pela Vidisco.

Apesar ter nascido na mesma altura em que os angolanos cantavam “Chama Por Mim (Se Precisares)”, dos SSP, as referências musicais de Ndongadas são Heavy C e Anselmo Ralph. Porque sempre foram referências no mercado angolano e mesmo depois com o surgimento de muitos outros artistas talentosos continuou a vê-los as suas referências de base.

2. Djon África, a descoberta de si, das suas origens e do seu pai

Não tem terra, anda por aqui e por ali. A avó foi quem o criou – não teve pai -, partiu rumo a Cabo-Verde para se descobrir a ele mesmo e às suas origens e saber quem foi o seu progenitor. É esta história de Miguel Moreira em Djon África, uma longa-metragem de João Miller Guerra e Filipa Reis, um retrato da sua vida que estreou esta quarta-feira nos cinemas, em Portugal.

3. Mobbers prontos para mostrar os resultados “Sob Pressão”

Sob Pressão é o título da primeira obra discográfica dos Mobbers. O grupo angolano sob alçada da Clé Entertainment anunciou a venda do novo álbum para 8 de dezembro na tradicional Praça da Independência.

Sob Pressão é o sucessor do EP Since 2014 que também teve venda física em abril de 2018. O novo trabalho é a materialização da pressão que os rappers têm sofrido nos últimos tempos, seja a nível familiar, da produtora ou mesmo por parte dos fãs.

4. Marinela Mendes e a arte de desentalar mentes

As redes sociais, passando por cima de todas as suas consequências nefastas para o comportamento humano, permitem que nos aproximemos uns dos outros. Permite que partilhemos as nossas vidas, ideologias e saberes, possibilitando a transferência de conhecimento e, consequentemente, alargar o campo de visão de verdades tidas como fechadas.

É desse mundo virtual utópico, mas tangível, que faz parte Marinela Mendes. Na Internet conhecemo-la como Lurine ou Lurinela. Descrita por ela própria, tem 36 anos, é “angolana, mulher inquieta, crítica e politicamente consciente, gestora de profissão, empresária, empreendedora e mãe de um menino de quatro anos”.

5. Mauro Pastrana termina o ano com “Hat-Trick”

Sete meses depois de apresentar a sua primeira obra de estúdio, Afro Trap, Mauro Pastrana, o rapper angolano versátil que ganhou o seu espaço no movimento em 2015 com o hit Má Vida, voltou novamente ao estúdio e fez um “Hat-Trick”.

“’Hat-Trick’ porque o projeto tem apenas três músicas, três participações e três vibes: Zouk, Afro-Trap e o Trap,” explicou Pastrana.