O Museu das Civilizações Negras construído no Senegal e cuja inauguração estava agendada para o primeiro trimestre de 2017 vai finalmente abrir portas já no dia 6 de dezembro.

“Civilizações Africanas: criação contínua da humanidade” é o tema da exposição que será apresentada no dia 6 de dezembro, frente a diplomatas do país, do continente e possilvemente da europa, mas cujos nomes ainda não foram revelados.

São 24 mil metros quadrados de espaço que vão possibilitar uma viagem a partir do Neolítico para as muitas culturas africanas, através da Idade do Ferro, e que darão uma melhor compreensão sobre as contribuições de África para o património científico e técnico mundial.

O museu apresenta um design moderno, com as mais recentes tecnologias para interligar pinturas, esculturas, máscaras e algumas obras-primas, como um pedaço de uma das principais figuras das artes plásticas do Mali, Abdoulaye Konaté, e um monumental Baobab (embondeiro) de 112 metros de altura.

O objetivo do museu é claro: dar espaço à cultura africana no século XXI.

“Este museu não será como qualquer outro, porque não vai ser um museu da África subordinada”, disse Hamady Bocoum, o diretor geral do Museu das Civilizações Negras. “Vai ser uma prova de que o africano está bem presente na História”, disse contrariando um discurso polémico de Nicolas Sarkozy, ex-presidente francês, proferido em 2009.

Se este projeto é “pan-africano”, também é muito chinês. Os sinais de orientação da entrada definiram a cena. Acima de palavras em francês, a tradução chinesa domina. De facto, este imponente edifício circular localizado no centro da cidade de Dakar foi financiado pela China, no montante de 20 mil milhões de francos CFA, ou seja, 30,5 milhões de euros.