Nia Franklin é a mulher mais bonita da América do Norte. A miss foi coroada na 92ª edição do concurso, que aconteceu em Atlantic City.

“Foi preciso muita perseverança para chegar até aqui”, disse Franklin. “Quero agradecer à minha linda família, à minha mãe e ao meu pai, que é um sobrevivente de cancro.”

Cantora de ópera, Franklin é natural de Winston-Salem, Carolina do Norte, e é mestre em Composição Musical pela UNC School of the Arts.

Durante a competição, Franklin, que é negra, descreveu como a música a ajudou a encontrar a sua identidade.

“Eu cresci numa escola predominantemente caucasiana e havia apenas cinco por cento de minorias. Senti-me fora de lugar por causa da cor da minha pele”, disse Franklin. “Mas, ao crescer, encontrei o meu amor pelas artes e, através da música, isso ajudou-me a sentir-me positiva sobre mim mesma e sobre quem eu era.”

Durante o seu reinado, a nova Miss América tem como missão defender as artes no geral.

Carrie Ann Inaba, juri do programa “Dancing with the Stars”, foi a apresentadora do concurso. Os juízes incluíram Laila Ali, Bobby Bones, Randy Jackson, Jessie James Decker, Soledad O’Brien, Alli Webb e Carnie Wilson.

A organização do Miss America, que foi recentemente renomeada Miss America 2.0, enfrentou algumas polémicas no ano passado.

Em dezembro, o Huffington Post revelou e-mails do ex-CEO Sam Haskell, com linguagem misógina, que gozava com algumas concorrentes. Haskell renunciou ao cargo logo depois, junto com o presidente da organização e presidente do conselho.

Após o relatório, a jornalista e antiga Miss América Gretchen Carlson foi nomeada presidente. Em maio, Regina Hopper foi nomeada presidente e diretora executiva. Entre as mudanças encabeçadas pela nova liderança estava o fim da apresentação em fato de banho da competição, que foi recebida com uma resposta mista.

Tanto Carlson quanto Hopper enfrentaram pedidos de demissão de diretores de estado e ex-Miss Américas.

A Miss América 2018, Cara Mund, transmitiu as suas boas-vindas à organização, especificamente a Carlson, numa carta que veio a público no mês passado, afirmando que tem sido “silenciada”.

“O nosso presidente e CEO sistematicamente me silenciaram, me reduziram, me marginalizaram e basicamente me apagaram no meu papel de Miss América de maneiras sutis e não tão sutis no dia a dia”, afirmou. “Depois de um tempo, os padrões surgiram claramente, e o simples acúmulo do desrespeito, do comportamento passivo-agressivo, da depreciação e da exclusão total cobrou um preço muito alto”.

Carlson negou as alegações de Mund num comunicado divulgado no Twitter, dizendo que estaria “entristecida além das palavras”.

Com a exceção de passar a coroa para Franklin, Mund esteva visivelmente ausente da maior parte da cerimónia de domingo.