A Nike assinou pela primeira vez um contrato com um atleta com paralisia cerebral, demonstrando assim que está na linha da frente do combate pela inclusão. Ao terminar uma meia maratona, a 6 de outubro, dia em que se assinalava o Dia Mundial da Consciencialização sobre Paralisia Cerebral Justin Gallegos foi surpreendido por John Douglas, pelo diretor da marca desportiva, que lhe entregou pessoalmente o contrato.

“Para quem cresceu com uma deficiência, a ideia de vir a ser um atleta profissional era, como já disse antes, comparável a escalar o Everest”, afirmou.

Justin Gallegos completou a prova em 2h03m49s e a conquista do jovem foi registada e publicada no seu Instagram, onde deu força a outros atletas.

“É definitivamente possível, mas as probabilidades não estão de todo a teu favor. O trabalho árduo recompensa”, rematou.

Justin Gallegos já trabalhou anteriormente com a Nike, na criação de uns ténis adaptados à sua corrida.

“No começo, eu pensei que eles só me iam dar alguns ténis para experimentar, mas transformou-se em algo mais. Eles queriam-me no projeto, ouvir a minha voz e as minhas opiniões, descobrir o ponto de vista de uma pessoa com deficiência real para construir uns ténis melhores para mim”, contou numa entrevista à CNN.

Gallegos coloca mais pressão na frente dos pés, o que faz com que o calçado se desgaste a um ritmo mais rápido. Então, a equipa da Nike concentrou-se em reforçar essa área para permitir mais amortecimento e durabilidade, além de ajudar na estabilidade. Foi assim que nasceu a coleção da Nike FlyEase.

“Significa muito saber que eu tenho uma palavra e uma voz ao representar uma linha de ténis que, potencialmente, milhares e milhares de pessoas com deficiência vão colocar nos pés.”, declarou na altura.