Segundo os dados do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), as estatísticas mostram que em 2007 residiam em Portugal cerca de 63 mil cabo-verdianos, a maior parte são filhos da imigração. Nessa geração, nascida nos anos 80 e 90, há muito talento que não se resignou a ser um simples número das estatísticas migratórias. Estamos a falar de artistas, cantores, atores, comediantes, entre outros.

Carlos Andrade ou “Artolas”, como é mais conhecido, é uma gota cabo-verdiana no oceano do talento da diáspora africana. Comediante, o próprio auto-intitula-se de “palhaço”, ao proporcionar fartas gargalhadas através das suas piadas registadas em vídeo nas redes sociais. Tudo começou como brincadeira, ainda em cabo-verde, em casa para os amigos e familiares, sem qualquer tipo de intenção.

Mais tarde, já em Portugal com os seus 16 anos e sem amigos, a sua ocupação era a televisão e os sketches de comédia que via e imitava, inspirado por Ricardo Araújo Pereira, Kevin Hart, Chris Rock, entre outros, e começou a levar mais a sério “isso” de pôr as pessoas a rir.

A comédia que faz é baseada na sua vivência e das pessoas com quem lida dentro da lusofonia. Os seus vídeos recheados de ironia, dão-nos a conhecer idiossincrasias cabo-verdianas e que, brincadeiras à parte, acabam por valorizar e prestar tributo às mulheres e mães cabo-verdianas, conotadas como fontes de força, coragem e luta.

Carlos Andrade faz o que faz por amor. O que o move é ver estampando na cara das pessoas um sorriso e um conforto. O seu humor já o levou a shows de stand-up comedy  em França, EUA, Suíça, Holanda. Se a popularidade começou a crescer nos vídeos, é ao vivo que o humorista firma quão bom é no que faz e que garante a proximidade dos seus seguidores.

Uma dos seus últimos feitos de Artolas foi levar celebridades do canal português SIC a experimentarem pela primeira vez um bom grogue cabo-verdiano. Peripécias que ficaram registadas neste vídeo.

Para conheceres um pouco mais sobre Carlos “Artolas” Andrade, um verdadeiro campeão do humor cabo-verdiano contemporâneo, faz play no podcast#21: