O estilo musical altamente enérgico intitulado Rock ‘n Roll surge nos Estados Unidos da América, lá para o fim do ano 1940, e resultou das influências do blues, música country e do rhythm and blues. O estilo foi-se desenvolvendo e, a partir do início de 1949, passou por muitas outras mudanças até chegar ao que ouvimos hoje.

Antes da independência de Angola, já haviam várias bandas cujo estandarte era o Rock ‘n Roll, mas os anos 60 marcaram o “booooom” do estilo no mundo inteiro e Angola não ficou indiferente a esse fenómeno. Naquela altura surgiam nomes como os Vum Vum, The Kriptons, Five Kings, e Os Rocks de Eduardo Nascimento, este último venceu o “Festival RTP da Canção ” em 1967 com o tema O vento mudou, e representou também Portugal no Festival Eurovisão da Canção em Viena, ficou em 12.º lugar, e foi o primeiro negro a pisar os palcos da Eurovisão.

Atualmente, numa reflexão sobre o estado de “saúde” do Rock em Angola, tudo indica que o diagnóstico é para lá de positivo.

O movimento está vivo, as bandas têm projetos cada vez mais sólidos, os eventos estão cada vez maiores em termos de dimensão, e com mais apoios, e a própria comunicação social começa a revelar mais interesse por este estilo de música, um factor fundamental para que o trabalho dos artistas chegue ao público em geral.

 Nomes de Destaque

Começando por Neblina – que foi a primeira banda a lançar um álbum de rock após a independência – em Janeiro 2006 estrearam-se com o “INOCENSE FALLS IN DECAY” que, na minha opinião, é dos melhores álbuns de rock feito em Angola. Também temos a banda Mvula que acumula vários prémios em Angola e no estrangeiro. Venceram o “Best African Rock” por dois anos consecutivos nos AFRIMA (All African Music Awards).

Há ainda Instinto Primário, Lunna, Dor Fantasma, Ovelha Negra, Tiranuz, Kishi, BeSide e Sentido Proibido, bandas que estão com projetos consistentes e a todo o vapor para levar a bom porto o rock feito em Angola.

 

Influências

A banda Linkin Park é sem sombra de dúvida a banda que influenciou as últimas gerações a curtir o rock, mas há que mencionar os clássicos nomes da cena rock mundial, como Led Zeppelin, Metallica, Nirvana, Black Sabbath, entre outros.

Quais são as províncias que se poderiam considerar o epicentro para esta cultura e Angola?

Sobre este assunto, socorremo-nos às palavras de DJ Manuel Cavalera que, na sua opinião, prefere referenciar as províncias de Benguela, Huambo e Luanda como sendo os 3 bastiões do rock em Angola.

Em Benguela há uma cultura de rock muito forte, onde se realiza o maior festival de rock baptizado com o nome “Rock no rio Catumbela“. A última edição teve uma afluência de  aproximadamente 60 mil pessoas durante os dois dias de festa, e também devemos referenciar o festival Rock no Bairro da Luz, organização encabeçada pelo activista, Edson Renato.

 

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Na província do Huambo há várias bandas a emergir e a cidade é também palco do ORLEI “Festival o Rock Lallimwe ete ke ifa”. Este evento é encabeçado pela ativista social Sónia Ferreira. Foi no ORLEI que foi gravado o documentário intitulado “Death metal Angola” realizado pelo Norte Americano Jeremy Xido , este documentário participou em varias festivais de cinema pelo mundo , e foi premiado no Dubai, e recebeu uma nomeação aos Oscares.

Luanda não tem os festivais como nas outras províncias mas tem os eventos mais regulares , mais bandas, programas de rádio  entre outras actividades como eventos de beneficência.