Sadath fez parte do coletivo angolano Shadow Team e começa agora a caminhar sozinho no movimento hip hop em Angola, sendo um dos mais novos rappers a contribuir com os seus skills.

O jovem nasceu no bairro da Samba, em Luanda, mas vive desde os sete anos no Camama, arredores da capital, com os pais e os irmãos. 
Começou a fazer música em 2014 sem nunca expor o seu trabalho ao público. Até então, apenas os amigos e família ouviam o que Sadath debitava nas suas composições.

As primeiras músicas começaram a ser publicadas no final de 2015 e as críticas negativas que foi recebendo motivaram-no a continuar o trabalho árduo e a aperfeiçoá-lo. O seu trabalho começava assim a ganhar seriedade.

Sadath entrou no mundo da música por paixão. No top da sua lista de preferências o rap angolano e o feito nos Estados Unidos ocupam a primeira posição. Apesar de se identificar mais com o hip hop, tem um ouvido eclético, o que lhe permite apreciar variados estilos musicais.

“Rap é a minha vibe, a minha “cena”

Se em 2015 dava os primeiros passos no rap, Sadath prefere assumir que o lançamento da sua carreira aconteceu este ano, com a disponibilização do seu segundo single. “Eu considero a minha entrada na new school em 2018, com o lançamento da minha segunda música a solo, ‘Star’. Teve um impacto diferente e foi muito bem recebida por um público considerável”, disse-nos.

“Uma das melhores experiências que já vivi com o rap foi quando lancei a Star, que hoje está com muitas visualizações. Para onde quer que vá sou reconhecido e isso é uma alegria. O público aceitou o meu trabalho de uma maneira que eu nem esperava. Tal como disse na música: estou a passar expectativas.”

O que mais atrai Sabath no rap o estilo livre. “É a liberdade de fazeres o que quiseres no beat. Eu via rappers como o NGA, Valete, Prodígio, Kid MC, Halloween e Francis a motivarem-me pela forma que cantavam. Eu via coisas diferentes neles todos… Uns falam da vida, o que viveram e passaram, uns falam da sociedade e isso sempre gerou interesse em mim.” Nas suas influências, contam-se ainda os nomes de Eminem, Monsta, Piruka e Tupac, além de que vai acompanhado o trabalho de muitos outros como Wet Bed Gang.

Apesar de ainda não ter lançado um projeto, Sabath avisa que 2019 vai vir acompanhando de muito trabalho. “Em Abril de 2019 podem contar com o meu EP e garanto-vos que vão gostar.”

 

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“A meu ver, o rap da new school ainda tem muito para dar, com muitos talentos ainda por se descobrir e explorar. Falo da geração TRX e etc. É a geração que abriu portas para muitos jovens entrarem no mundo da música, no mundo do rap, e acredito que agora a nova geração tem mais garra, mais talento e mais determinação.”

Foto : Divulgação

“Neste momento, o que eu acho mais importante na minha carreira é continuar a lançar músicas, fazer um bom trabalho, fazer boas músicas para o público que já tenho e que me apoia. O próximo passo é atingir patamares mais elevados.

Os números altos de reproduções no SoundCloud ou no YouTube indicam-me que já tenho um número aceitável de ouvintes, de público que já me acompanha constantemente”, explica Sabath à BANTUMEN.

Sobre o futuro, o rapper deixa-nos um aviso: “nos próximos tempos podem esperar de mim novas músicas, novas métricas, novos flows e uma vasta gama de hits”.