Como já foi falado aqui, o São Tomé Fest Film nasceu da vontade de um homem e o amor pela sua comunidade. Com o objetivo de mostrar a qualidade da sétima arte de um país com pouco mais de 204 mil habitantes, nasceu o “São Tomé FestFilm”, em 2015.

E o homem de quem falamos é Hamilton Trindade, com quem a BANTUMEN se sentou para conversar e fazer algumas perguntas, durante a apresentação da quarta edição do festival que teve início na quarta-feria passada e prolongou-se até ao fim-de-semana, em São-Tomé e Principe.

O festival de cinema em São-Tomé e Príncipe, só existe por causa de ti. Qual é a importância que o festival tem para ti e para o povo de São -Tomé?

Para mim é mesmo a vontade de poder explorar a criatividade dos nossos jovens realizadores, fazer filmes não serve apenas para criar ficção, serve também para guardar memórias dos nossos povos, da nossa identidade cultural. Eu gostaria de ver novamente nas pessoas santomenses a vontade e o hábito de ir ao cinema, não só para ver os filmes comercias mas também as produções locais.

O que houve de diferente nesta edição?

Nesta edição do festival, o que mais se notou foi o facto de termos um número alargado de filmes feitos por santomenses e uma presença expressiva de filmes dos países africanos da lingua portuguesa, muitos deles em parceria com o Projeto Curtas dos PALOP, o que por si só diferencia as edições anteriores.

Qual foi a importância dos filmes apresentados nesta edição?

Como eu referi anteriormente, o público teve o prazer de assistir cinco filmes realizados por realizadores locais  e pelo menos quatro deles são estreia nacional. E para além disso, nesta edição, é a estreia do meu documentário “SONHO LONGÍNQUO NO EQUADOR” que é um pouco o fruto deste festival.

Nesta edição conseguiram angariar mais apoios e patrocinadores?

Infelizmente não. Conseguimos alguns apoios/patrocinios que julgávamos que fossem trazer outra dinâmica para o festival. Mas desde o inicio do São Tomé Fest Film, os apoios e patrocínios têm sido os mesmos e das mesmas entidades que nos têm apoiado, sempre.

Se São-Tomé fosse um filme qual seria o título?

Se São-Tomé fosse um filme?! Provavelmente o título seria “Uma cómedia de País”, tendo em conta a situação do país e a falta de ajuda em várias áreas, sobretudo na educação e na arte.