No segundo dia do festival do Super bock Super Rock o número de público aumentou significativamente, tanto se notou a nível da dispersão das pessoas ao longo do pátio do festival como nos recintos dos vários palcos.

O primeiro concerto foi de Olivier St.Louis, uma atuação em que houve uma grande interação entre o público e o cantor. Não houve tempos parados, a banda movimentava-se ao ritmo da música e o próprio público seguia os passos.

Prof Jam | Foto: Miguel Roque / BANTUMEN

A seguir a música soul surgiu o hip hop. Prof the Mothafuck*n foi quem chamou ao palco  Profjam, o cantor português que invadiu o palco da EDP e fez aumentar a plateia no recinto. Apesar dos contratempos a nível de som, a primeira música parou duas vezes, mas à terceira foi de vez. As pessoas rapidamente esqueceram a falha, cantaram e dançaram sem parar. Com a receção calorosa e participativa do público, o artista não consegui esconder a sua felicidade, repetindo várias vezes “sou o homem mais feliz do mundo aqui”. Após 40 minutos de concerto, chegou a hora do fim, agradeceu ao público e retirou-se.

Oddisee & Good Campny | Foto: Miguel Roque / BANTUMEN

Para quem nunca tinha vindo a Portugal antes, vir duas vezes durante um ano é uma conquista para Odissee & Good Company. Esta foi a terceira banda a atuar e tal como se esperava o concerto não poderia ser melhor. O movimento em palco estava ao rubro, Odissee brincou com o seu mumble rap, houve beatbox battle e danças entre os membros da banda. O vocalista foi alternando entre um ritmo bastante slow como cantava com uma rapidez ao estilo de Eminem. No entanto, este concerto não teria tido o sucesso que teve sem a colaboração da banda, que já havia atuado anteriormente com ProfJam. Tocar duas vezes num dia não é para todos.

Ao mesmo tempo que Odissee cantava e encantava com a sua voz, Virtus no outro lado, rappava para um público amante de hip hop português, no palco LG.

Slow J | Foto: Miguel Roque / BANTUMEN

Às 20 horas Slow J, o músico português, pisou o Altice Arena para rebentar com tudo. A área da plateia em pé se encontrava completamente lotada. Como surpresa do concerto, o cantor convidou os artistas Plutónio, Papillon, Richie Campbell e Carlão, que cantaram ao som do beat de kuduro. Para o desfecho do concerto, Slow J cantou uma das suas canções mais conhecidas “Vida Boa”.

Pincess Nokia | Foto: Miguel Roque / BANTUMEN

E pronto, depois lá apareceu a princesa da noite, Princess Nokia com o público a recebê-la aos gritos. E sem mais demora, as pessoas saltavam e abanavam-se de um lado para o outro. B*tches, titties e d*ck foram as palavras mais utilizadas nas músicas da artista. O ambiente que se sentiu entre a multidão era de um grande êxtase.

No mesmo palco, apareceram para atuar pelo segundo ano consecutivo, Anderson Paak & The Free Nationals. Ao entrar em palco, Anderson, o vocalista da banda estava vestido com uma t-shirt com um padrão que condizia com algumas das imagens psicadélicas que iam passando na tela do palco. Começou o concerto a cantar, mas rapidamente se deslocou para a bateria, um instrumento no qual domina perfeitamente. Energia, energia e mais energia era o que artista pedia ao público. O teclista da banda também teve o seu momento, tocou algumas músicas no seu teclado, como “Niggas in Paris” de Jay-Z e Kanye West e “Pony” de Ginuwine.

Travis Scott | Foto: ANDRE DIAS NOBRE/ OBSERVADOR

As seguintes atuações foram de Luís Severo, Ermo e Tom Mish, mas o concerto pelo qual a maioria das pessoas aguardava era sem dúvida o de Travis Scott, o rapper, cantor, compositor e produtor musical americano. O concerto de Travis foi até então o único em que fez com que o Altice Arena estivesse realmente rebentar pelas costuras. A entrada do artista foi extremamente hot, literalmente. Chamas foram surgindo ao longo do concerto e um jogo de luzes com várias cores iluminavam o palco. Para nossa surpresa ou não, o concerto do artista foi repleto de saltos, cantorias de suas letras e movimentos de um lado para o outro. Travis não desiludiu os seus fãs, muito pelo contrário, fez com que o admirassem ainda mais. Esta sua primeira atuação em Portugal foi emblemática, e não será esquecida tão rapidamente.

O penúltimo concerto do festival Super Bock e Super Rock nesta sexta-feira foi dos The Alchemist, o atual DJ do cantor Eminem. Fez o público abanar o capacete com um estilo de música mais mexida. Para finalizar o dia, o cantor congolês Pierre Kwenders, “fechou as portas” do festival.