Há menos de um ano, entrevistamos Yuri Latino, o boss por trás da M.O.B., e na mesma semana vimos descambar a parceria entre o CEO da produtora e os que, até então, chamava de filhos.

A saída dos M.O.B., que atualmente se chamam Mobbers, antecipava o que parecia ser o fim da label Latino Records. Na altura, Yuri tinha na sua carteira de artistas nomes como JLZ, Riscow, Edivaldo Prince, Paulelson, G Baby da Silva ou Wilson K, nenhum deles com o mesmo nível de mediatismo que os M.O.B..

Na véspera da saída, o grupo ainda lançou uma mixtape, Alvorada 2, no dia 25 de Setembro do ano passado. Na tracklist havia nomes como Calijohn, Fredh Perry, Gi-O, JLZ, G Baby Da Silva, Wilson K, Lipesky, Mendez, Eric Rodrigues, Xuxu Bower, Edivaldo Prince, Deksz James, Young Og, Mybro, Riscow, Holly Shine, Rhumblen e Ivan Djei.

 

Não existe uma história oficial que esclareça ou pelo menos contextualize o porquê desta separação. Nem mesmo o facto de Yuri ter dado inúmeras entrevistas, até televisivas, serviram para que o público percebesse melhor o assunto. De parte a parte, ambos preferiram o silêncio ou as meias palavras. O assunto acabou por ser arrumado com Latino a reivindicar o nome do grupo como uma marca sua, o que acabou por empurrar os rappers a denominar o grupo como Mobbers.

Mas, águas passadas, este artigo serve para mostrar como Latino superou a perda dos seus “ovos de ouro” e transformou a Latino Records numa das principais labels de Angola.

Já passou quase um ano, e, ao contrário do que se esperava, a Latino continua erguida e firme. Cheia de novidades, uma das novas apostas é a grande campanha de recrutamento de novos rappers, a “New Shoool Stand Up“, que está anunciada para o mês de agosto, em Luanda.

Entretanto, Delcio Dollar acabou por integrar a produtora, reforçando assim o plantel, sendo que Delcio é um nome já bem conhecido do público angolano e com uma grande popularidade na Internet.

Paulelson é mais um daqueles nomes que a associação com o Yuri Latino alavancou a sua careira. Apesar de muito talentoso, o seu caminho para o sucesso estava a fazer-se degrau a degrau e Latino acabou por ser um elevador, diminuindo assim o tempo de percurso até à meta.

Aleluia é a primeira mixtape de Paulelson, que está disponível desde 20 Junho deste ano, mas o processo de promoção do artista já acontece desde há algum tempo. A primeira aparição aconteceu num dos canais de televisão abertos, no final de 2017.

Um dos primeiros sinais de reestruturação da Latino foi ainda o lançamento da mixtape “No Mercy”, que juntou vários mestres de cerimónia em 19 músicas. O projeto foi o primeiro a ser lançado em 2018.

O único artista que não faz rap nesta produtora é Edivaldo Prince. O talentoso artista de Rnb, Soul e Zouk integrou a produtora há quase dois anos, sendo que começou a trabalhar desde o tempo em que os Moobers ainda faziam parte da label.

No inicio do mês de junho lançou o EP Feelings. Com cinco músicas, o trabalho teve a colaboração de Paulelson, DJ Nelasta e Mylson. O projeto foi todo gravado e produzido nos estúdios da Latino Records.

A popularidade de qualquer um deste artistas tem o dobro das possibilidades de disparar quando associadas ao nome Latino. A prova disso foi o que aconteceu com os atuais Mobbers. Aos 38 anos, é aquele que não é produtor e nem foi cantor, mas tem a habilidade de pegar em nomes simplesmente desconhecidos e transforma-los em estrelas.