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No topo dos artigos mais lidos da semana na BANTUMEN está a entrevista a Luís Andrade, chef cabo-verdiano criado no Bairro do Zambujal que construiu a carreira em França, chegou à liderança do restaurante Cheval d’Or e prepara agora novos projetos entre restauração, moda e Cabo Verde.
A seguir, o artigo de opinião de Jetina Sambo, que partiu de duas conversas em que ouviu ideias de desconfiança sobre aquilo que é criado por africanos para refletir sobre a forma como os problemas dos países africanos podem alimentar uma perceção de incapacidade entre os próprios africanos.
A lista continua com o artigo sobre a exposição Amílcar Cabral: por um humanismo radical" que chega à MansA, em Paris, para revisitar o pensamento de Cabral através da cultura, do panafricanismo, da memória e das questões ecológicas; a nova open call do Ponto Kultural, que mantém candidaturas abertas até 30 de setembro e oferece apoios de 500 a 1500 euros a artistas e coletivos; por último, a entrevista a Bispo e AD sobre “Mais Vida”, colaboração lançada esta semana que nasceu da pergunta “tu vais mudar ou não?” e cruza família, fé, erros, mudança e a vontade de dar espaço a uma nova voz do rap guineense.
Luís Andrade falou à BANTUMEN sobre o percurso que o levou do Bairro do Zambujal às cozinhas de Paris, depois de ter chegado a França sem formação em gastronomia e passado pela construção civil. O chef cabo-verdiano contou como construiu uma cozinha marcada pelas suas experiências e origens, explicou a transição de cozinheiro para empresário e falou dos projetos que desenvolve em França, da direção criativa da ISTO.pt e do objetivo de criar também em Cabo Verde.
Num artigo de opinião, Jetina Sambo partiu de duas conversas em que ouviu ideias de desconfiança sobre aquilo que é criado por africanos para refletir sobre o impacto de associar os problemas políticos, económicos e sociais dos países africanos à capacidade das pessoas que neles nasceram. A autora questionou o que acontece quando essa perceção deixa de vir apenas de fora e passa a ser reproduzida pelos próprios africanos, sobretudo diante das gerações mais jovens.
A MansA, em Paris, anunciou a exposição “Amílcar Cabral: por um humanismo radical”, que estará patente entre 16 de outubro e 13 de dezembro. A mostra propõe revisitar o pensamento de Amílcar Cabral para além da luta anticolonial, relacionando as suas ideias sobre cultura, emancipação, panafricanismo e ambiente com questões contemporâneas. A exposição reúne nove artistas e terá uma programação paralela de concertos, projeções, encontros, debates e sessões de escuta.
O Ponto Kultural abriu candidaturas para a quinta edição da sua open call, dirigida a artistas, criadores e coletivos residentes em Portugal com projetos ligados ao território e à comunidade de Algueirão-Mem Martins. A iniciativa disponibilizou duas modalidades: uma bolsa de 500 euros e sete dias de criação para artistas individuais e uma residência de 14 dias, com apoio de 1500 euros, para coletivos interdisciplinares. As candidaturas ficam abertas até 30 de setembro.
Bispo e AD falaram à BANTUMEN sobre “Mais Vida”, colaboração lançada a 17 de setembro e construída a partir da pergunta “tu vais mudar ou não?”. Os dois artistas explicaram como o encontro aconteceu, o processo de criação da música e a forma como família, fé, erros e mudança atravessaram as letras. Bispo contou ainda por que decidiu colaborar com o rapper guineense e como essa escolha se relaciona com a vontade de criar pontes com artistas que ainda estão a conquistar espaço.
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Para sugerir correções ou assuntos que gostarias de ler, ver ou ouvir na BANTUMEN, envia-nos um email para redacao@bantumen.com.
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