Kizomba, afrobeat e amor. Ricky Boy condensou tudo em seis músicas

June 5, 2026
Ricky Boy 6 album
Ricky Boy | DR

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6 é o sexto projeto de originais de Ricky Boy, tem seis músicas e foi lançado esta sexta-feira, 6 de junho. O título marca o momento com a precisão de quem sabe onde está na carreira. Afinal, já lá vão 25 anos.


O EP, disponível em todas as plataformas digitais, representa um regresso às raízes do cantor na kizomba, agora reconfigurada com influências de afrobeat e uma sonoridade mais contemporânea. Tematicamente, 6 é um disco sobre amor, emoções e relações, o lado mais romântico de um artista que, ao longo de mais de duas décadas de carreira, nunca se afastou muito desse território.


Ricardo Jorge Marta Correia tem 25 anos de carreira e um talento particular para os recomeços. Começou nos TC, o grupo que formou aos 17 anos com familiares e amigos e que rapidamente se tornou referência na música jovem cabo-verdiana. Participou nas coletâneas Verão 2001, Verão 2002 e Verão 2003, gravou o álbum BY TC em 2007, e foi nesse período que percebeu que a música não era apenas um passatempo. Em 2009, juntamente com Djodje e Peps, também dos TC, fundou a Broda Music e lançou o primeiro álbum a solo, 9909, que a crítica recebeu como um dos melhores trabalhos de cabo zouk e kizomba daquele ano. O mundo já o conhecia como Ricky Boy.


O que se seguiu foi uma carreira construída com consistência e sem pressa. Djan Dicidi (2011) rendeu-lhe uma nomeação para os Cabo Verde Music Awards e o Prémio Sapo, atribuído ao artista mais popular nas redes sociais, e levou-o a todos os grandes festivais do arquipélago - da Gamboa à Baía das Gatas. In Love (2014), com produções de Kaysha e Loony Johnson e participações de Djodje e Elji Beatzkilla, aprofundou o território romântico que sempre foi o seu. Festa Bedju (2017) fechou um ciclo.


Depois veio a mudança. Em 2019, Ricky Boy tornou-se Ricky Man, uma alteração de nome que acompanhou uma viragem musical para o dancehall, o afrobeat e o funk. "Nunca senti tanto prazer em fazer música", disse na época ao jornal Expresso das Ilhas. Lançou vários singles, participou em festivais na diáspora e, em dezembro de 2021, editou o EP Ricky Man, com quatro faixas. Era uma fase genuína, mas tinha prazo de validade. Em 2023, o nome original regressou - e com ele as sonoridades que sempre o definiram. O single "Bu Manera" marcou o retorno, seguido de "Venci", em colaboração com o rapper Trakinuz, e de "Sotou na Kizomba" e "Kel Tempo", já em 2024, com CESF, Mário Marta e Loreta KBA.


Nesta sexta-feira, 6, Ricky Boy lança 6, numa coincidência numérica (ou não) que funciona como síntese de uma carreira que chegou a um número redondo sem perder o fio condutor. Ricky Boy está simplesmente a fazer o que sempre soube fazer, música que fala de sentimentos com honestidade e sem artifícios.


6 está disponível em todas as plataformas digitais.

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