Este ano, Cannes decidiu que não vai premiar qualquer filme que não tenha passado pelos cinemas franceses. A medida é directa: bater com a porta na cara da Netflix.

Em resposta à medida, Ted Sandoros, diretor de conteúdos da empresa americana disse em entrevista à Variety: “Queremos que os nossos filmes estejam em pé de igualdade com os demais. Se existe o risco de os nossos filmes e cineastas receberem um tratamento desrespeitoso no festival (…) acredito que é melhor não estarmos lá.”

“Esperamos que [Cannes] mude as regras, se modernize”

A lei francesa determina que após a estreia nos cinemas, um filme deve aguardar quatro meses para ser lançado em DVD ou no sistema OnDemand. Depois de 10 meses pode finalmente ser exibido em televisão aberta, e após 36 meses em qualquer serviço ‘streaming’.

A Netflix não descarta exibir os seus filmes nos cinemas franceses, mas recusa-se a esperar três anos para tê-los na sua plataforma.

“Esperamos que [Cannes] mude as regras, se modernize (…). Propomos que Cannes se reúna com a comunidade mundial do cinema e os receba de volta”, acrescentou Santoros.