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O artigo mais lido da primeira semana de agosto na BANTUMEN foi a entrevista aos fundadores da Kôdè, Vlad Silva e Carlos Gomes, que falaram sobre a ambição de construir, a partir de Cabo Verde, uma marca que cruza design, tecnologia e comunidade, com uma identidade pensada para circular entre o arquipélago e o mundo.
Em segundo lugar ficou a entrevista a Gizela Gonçalves Guimarães, que falou sobre mais de três décadas de experiência em gestão e desenvolvimento de pessoas e refletiu sobre coaching, mentoria e os desafios das novas gerações no mercado de trabalho. Em terceiro lugar, a entrevista a Ana Djú, cofundadora da Mindjer i Futuro, organização que trabalha para ampliar as oportunidades de meninas e mulheres na Guiné-Bissau através da capacitação, educação, mentoria e criação de redes. Em quarto, o artigo sobre o regresso de “Os Olhos Azuis de Yonta”, de Flora Gomes, ao Festival Internacional de Cinema de Veneza, 34 anos depois da estreia, desta vez numa versão restaurada em 4K integrada na secção Venice Classics.
Por último, a entrevista a Vanessa Borggea, que falou sobre o percurso que construiu na comunicação no Luxemburgo, a representação da comunidade cabo-verdiana e a necessidade de criar os espaços que não encontrou nos meios tradicionais.
Vlad Silva e Carlos contaram como transformaram interesses distintos pelo design, tecnologia e comunidade numa marca criada a partir de Cabo Verde com ambição global. Os fundadores explicaram a origem da Kôdè, a aposta em produtos conectados por NFC, a relação com a diáspora e a forma como a Copa Collection aproveitou a estreia de Cabo Verde no Mundial para ligar moda, memória e identidade.
Gizela Gonçalves Guimarães revisitou um percurso de mais de três décadas entre recrutamento, formação, mentoria e coaching no Reino Unido, Portugal, Moçambique e Angola. A especialista explicou as diferenças entre coaching e mentoria, falou sobre a importância da preparação e refletiu sobre os desafios que encontrou entre as novas gerações, da falta de perseverança à necessidade de maior acompanhamento familiar.
Ana Djú explicou como a Mindjer i Futuro criou, desde 2022, programas de capacitação, mentoria, educação e criação de redes para ampliar as oportunidades de meninas e mulheres guineenses. A organização alcançou mais de quatro mil participantes, estabeleceu parcerias e desenvolveu bolsas, workshops e conteúdos, enquanto preparou a expansão das suas atividades para além de Bissau.
“Os Olhos Azuis de Yonta”, realizado por Flora Gomes em 1992, foi selecionado para a secção Venice Classics do Festival de Cinema de Veneza 2026. O filme regressou ao circuito internacional numa versão restaurada em 4K, 34 anos depois da estreia, reforçando o reconhecimento da obra do cineasta guineense e a importância da preservação do património cinematográfico africano.
Vanessa Borggea contou como criou, em 2015, o “Sem Truques” ao lado de Pedro Ferro e transformou um projeto independente no Luxemburgo num espaço de entrevistas e representação da comunidade lusófona. A comunicadora revisitou a passagem pela RTP África e pela Rádio Latina, falou sobre identidade cabo-verdiana e explicou como procurou construir na comunicação o espaço que não encontrou nos meios tradicionais.
Relembramos-te que podes ouvir os nossos podcasts através da Apple Podcasts e Spotify e as entrevistas vídeo estão disponíveis no nosso canal de YouTube.
Para sugerir correções ou assuntos que gostarias de ler, ver ou ouvir na BANTUMEN, envia-nos um email para redacao@bantumen.com.
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