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Cirila Bossuet recebeu o Prémio de Melhor Atriz Coadjuvante pela sua interpretação em Banzo, filme de Margarida Cardoso. A cerimónia decorreu na noite de 15 de maio, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, e marcou um domínio praticamente absoluto do filme: das 14 nomeações com que entrou na 15.ª edição dos Prémios Sophia, Banzo converteu dez em vitórias - Melhor Filme, Melhor Realização, Melhor Argumento Original, Melhor Atriz Coadjuvante e seis categorias técnicas. Margarida Cardoso subiu repetidamente ao palco para ler os discursos dos premiados ausentes. Numa dessas vezes, disse ter tentado dar voz a histórias violentas “que continuam silenciadas.”
Banzo passa-se em 1907 numa ilha tropical africana e retrata a relação entre colonos portugueses e trabalhadores escravizados que morrem de uma tristeza sem cura. A palavra do título designa a nostalgia dos africanos arrancados às suas origens, a melancolia dos que foram forçados a deixar o continente para servir nas plantações do Brasil. Carloto Cotta interpreta o médico enviado da metrópole para tratar esses homens; Hoji Fortuna e Cirila Bossuet completam o elenco principal. O filme tinha sido selecionado pela Academia Portuguesa de Cinema como candidatura de Portugal a Melhor Filme Internacional nos Óscares e distinguido com o Prémio Árvore da Vida no IndieLisboa 2024.
Numa noite que coroou o melhor do cinema feito em português, destaque também para Lavagante, de Mário Barroso, que ganhou o Prémio de Melhor Argumento Adaptado - o último assinado por António-Pedro Vasconcelos, que iniciou o projeto - e para Nuno Lopes, premiado como Melhor Ator Coadjuvante pela mesma produção. José Martins recebeu o Prémio de Melhor Ator Protagonista por A Memória do Cheiro das Coisas, de António Ferreira, e Joana Santos ganhou Melhor Atriz Protagonista por On Falling, de Laura Carreira. As Meninas Exemplares, de João Botelho, venceu Melhor Figurino e Melhor Maquilhagem, Caracterização e Cabelos.
A edição deste ano marcou o regresso da cerimónia ao Centro Cultural de Belém, depois de vários anos no Casino Estoril, e foi apresentada por Inês Lopes Gonçalves sob o tema “Projetar o presente, imaginar o futuro.” O Prémio Sophia de Carreira foi entregue ao ator Rui Mendes. No discurso de agradecimento, o ator, que completará 70 anos de carreira profissional em dezembro, aproveitou a presença da ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes, para evidenciar que “um país que não apoia o seu cinema, o seu teatro, a sua cultura deixa de ser um país. É um país sem país.”
Esta foi a primeira edição dos Sophia sob a direção da atriz Carla Chambel, que assumiu a presidência da Academia Portuguesa de Cinema em dezembro, e introduziu duas categorias inéditas: Melhor Filme de Comédia e Melhor Filme Ibero-Americano, esta última atribuída a O Agente Secreto, do realizador brasileiro Kleber Mendonça Filho.
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