Julian Amaral desapareceu depois de uma festa no Tejo. O que aconteceu ao jovem de 23 anos?

September 4, 2026
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Julian Amaral | DR

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Julian Amaral, um estudante britânico de 23 anos, está desaparecido desde a madrugada de 2 de setembro, depois de ter participado numa festa a bordo de uma embarcação no rio Tejo, em Lisboa. A PSP investiga o caso e a Polícia Marítima realiza buscas na zona da Doca da Rocha de Conde d'Óbidos, em Alcântara, com o reforço de uma equipa de mergulho forense e de operações subaquáticas desde as 08h00 de sexta-feira.


Julian, natural de High Wycombe, no Reino Unido, e estudante na London Metropolitan University, encontrava-se de férias em Portugal, alojado em casa de um primo, no Montijo. Na noite de 1 de setembro, participou na "Vida de Jovem Fest", uma festa a bordo de uma embarcação marítimo-turística com cerca de 200 pessoas, organizada pela Bacha Produções. O passeio decorreu entre as 18h30 e as 23h55, com partida e chegada na Doca de Alcântara.


Segundo relatos da família, durante o regresso a Lisboa Julian disse ao primo que o acompanhava que ia à casa de banho. Os dois não voltaram a encontrar-se. No final do passeio, o primo alertou o mestre da embarcação para o desaparecimento.


Dois seguranças da embarcação afirmam ter visto Julian a sair do barco depois de este atracar. A partir desse momento, deixa de existir uma sequência de acontecimentos confirmada publicamente. Não está esclarecido para onde foi, se permaneceu na zona das Docas, se encontrou alguém ou se utilizou algum meio de transporte.


Um tio do jovem apresentou queixa numa esquadra da PSP, que confirmou o caso ao Correio da Manhã. A investigação está a cargo da equipa especializada em pessoas desaparecidas da Divisão de Investigação Criminal de Lisboa, que já contactou hospitais e outras entidades na tentativa de localizar Julian. Em paralelo, a família tem procurado testemunhas nas redes sociais, pedindo informações a quem tenha estado na festa ou nas imediações da Rocha Conde de Óbidos durante a madrugada de 2 de setembro.


O telemóvel de Julian está desligado desde então. Segundo a imprensa britânica, a última localização registada situa-se em Almada, na margem sul do Tejo — informação que as autoridades portuguesas não confirmaram publicamente. Não é conhecido, até ao momento, o alcance da videovigilância existente na zona da Rocha Conde de Óbidos nem aquilo que as imagens disponíveis poderão mostrar.


Recentemente, foram reforçadas as buscas com a Polícia Marítima, a Marinha e a Equipa de Mergulho Forense da Autoridade Marítima Nacional, além de meios da Capitania do Porto de Lisboa. A irmã do jovem descreveu-o à imprensa britânica como um nadador experiente e afastou a hipótese de ele ter bebido em excesso na noite da festa.


A investigação concentra-se, sobretudo, no período entre a saída de Julian da embarcação e o momento em que a família confirmou não conseguir localizá-lo. A família mantém contacto com as autoridades portuguesas e britânicas e continua a divulgar pedidos de ajuda, sublinhando que Julian não conhece Lisboa e não fala português.



A BANTUMEN contactou a família de Julian Amaral e está a tentar esclarecer, junto da irmã do jovem, alguns dos pontos que permanecem por explicar, nomeadamente os últimos momentos em que foi visto, as informações transmitidas pelas testemunhas que o terão visto sair da embarcação, a existência de imagens de videovigilância e os dados disponíveis sobre a última localização do telemóvel. Até à data da publicação deste artigo não foi obtida resposta.

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