Os artigos mais lidos da semana 43/53

25 de Outubro de 2026
Os artigos mais lidos da semana 43/53
Miguel Trindade | DR

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A lista dos artigos mais lidos na BANTUMEN arranca com Miguel Trindade, o lutador de 25 anos, filho de imigrantes moçambicanos, que se tornou o novo campeão mundial da GLORY e o primeiro português a conquistar um título no circuito. Segue-se “VENDETTA: Veni, Vidi, Vici”, o novo álbum de Plutonio, que chega a 5 de novembro depois de meses de pistas à volta do número cinco.


Também entre os mais lidos estiveram a entrevista a Paula Nascimento sobre a origem de “Amílcar Cabral: por um humanismo radical”, a exposição patente em Paris até 13 de dezembro cujo debate começou em Cabo Verde; o artigo de opinião em que Maíra Januário Cabral parte da sua história na universidade pública para defender o voto em Lula; e, a fechar, “Kanpamentu”, o filme de terror cabo-verdiano falado em crioulo, que estreou na Praia.


Miguel Trindade é o novo campeão mundial de kickboxing


Cresceu nas Torres da Bela Vista, em Loures, deixou o curso de Geografia aos 19 anos e trabalhou no McDonald’s para pagar os primeiros passos na luta. Miguel Trindade é agora o novo campeão mundial de peso-pena da GLORY, depois de vencer o turco Deniz Demirkapu por KO técnico, no terceiro assalto, a 17 de outubro, em Antuérpia. Filho de imigrantes moçambicanos, construiu a carreira a partir de Ponferrada, em Espanha, onde ganhou a alcunha “El Único”. Chegou ao título vago depois de duas derrotas frente a Petchpanomrung, e diz que, se puder ser exemplo para um jovem, já está a cumprir o seu papel.


“VENDETTA: Veni, Vidi, Vici” é o novo álbum de Plutonio e chega a 5 de novembro


Uma corrida de cinco quilómetros a 5 de julho, um concerto no Estádio José Alvalade a 5 de junho de 2027 e a letra V, o cinco romano, espalhada por publicações e discursos. Plutonio passou meses a deixar pistas sobre o novo álbum, que sai a 5 de novembro e cujo título evoca V for Vendetta. O primeiro single, “Isaltino”, com o presidente da Câmara de Oeiras no videoclipe, registou a maior semana de estreia de sempre em streaming em Portugal, segundo a Sony Music. O disco chega depois de Plutonio vender mais de 16 mil bilhetes em 48 horas para Alvalade.


Como nasceu “Amílcar Cabral: por um humanismo radical”? Para Paula Nascimento, a história começa em Cabo Verde


“Não queríamos fazer uma exposição sobre a figura de Cabral.” A curadora angolana Paula Nascimento conta como nasceu a coletiva que reúne nove artistas na MansA, em Paris, até 13 de dezembro, com curadoria de Armelle Dakouo e Ângela Benoliel Coutinho a partir da sua ideia original. O projeto começou com pesquisa em Cabo Verde e com o Cine-Debate Cabral, no Mindelo, em 2023, e passou pela exposição Des-Obra, de Nú Barreto, antes de chegar a França. No centro está a leitura do Cabral agrónomo, da erosão dos solos ao conhecimento do território usado na luta de libertação.


Por que a minha história na universidade pública me faz defender o voto em Lula


Fugiu da violência doméstica em Roraima, atravessou a Amazónia até Fortaleza e trabalhou desde cedo em empregos precários antes de fazer o ENEM cinco vezes e entrar na Universidade Tecnológica Federal do Paraná, a primeira da família materna a chegar ao ensino superior. Neste artigo de opinião, a fotojornalista brasileira Maíra Januário Cabral liga o seu percurso às cotas raciais, aos apoios estudantis, ao movimento negro e à cooperação académica com os PALOP. É a partir dessa história que defende o voto em Lula na segunda volta das eleições brasileiras.


“Kanpamentu”, o filme de terror cabo-verdiano falado em crioulo


Uma noite de acampamento na praia de São Francisco, em Santiago, transforma-se numa luta pela sobrevivência quando uma entidade misteriosa começa a perseguir um grupo de jovens. Kanpamentu, longa-metragem de Belomy Xavier, estreou a 23 de outubro na Assembleia Nacional, na Praia, com uma equipa inteiramente cabo-verdiana e meios reunidos pela própria produção. Inspirado no finado, na feiticeira e noutras figuras do imaginário das ilhas, é apresentado como o primeiro filme de terror cabo-verdiano. A equipa quer agora levá-lo a São Vicente, a Portugal, aos Estados Unidos e a outros países africanos de língua portuguesa.

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