Os artigos mais lidos da semana 17/53

26 de Abril de 2026
Os artigos mais lidos semana 17/53
Andrêsa do Nascimento "Preta Fernandes" | Imagem melhorada com recurso a ferramentas de IA

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No topo do ranking dos artigos mais lidos desta semana na BANTUMEN está o novo episódio da série "Lisboa Africana", dedicado a Andresa do Nascimento, a mulher que Lisboa viria a conhecer como “Preta Fernanda”.


A lista segue com a chamada da RTP para novos projetos audiovisuais e cinematográficos, dirigida a produtores e realizadores independentes; o novo EP de Hernâni, "Vergonha é roubar e ser apanhado", onde o rapper moçambicano reflete sobre moral, impunidade e erosão dos limites sociais; a entrevista a Paula Figueiredo, fundadora da Academia de Jiu-Jitsu Ocupacional, que usa a modalidade para ajudar crianças a regular emoções, e o artigo de opinião de Eddie Pipocas sobre Rodrigo Cardoso, que questiona os limites da meritocracia a partir da campanha de financiamento que abriu para estudar na Sciences Po Paris.


Lisboa Africana #6: Andresa, o nome antes de todos os outros. Preta Fernanda, a figura que Lisboa viria a conhecer


O novo episódio da série Lisboa Africana recuperou a história de Andresa do Nascimento, uma mulher cabo-verdiana que chegou a Lisboa no final do século XIX e ficou conhecida como Preta Fernanda. O artigo acompanhou o seu percurso desde Santiago, passando por Dakar, até à capital portuguesa, onde circulou entre a boémia, a elite cultural e os espaços de sociabilidade da cidade. Entre a ligação ao monumento de Sá da Bandeira, a sua presença em teatros e festas e a forma como construiu autonomia num contexto adverso, o texto apresentou uma figura complexa, marcada por transgressão, mobilidade social e memória.


A RTP está à procura de novos projetos audiovisuais e cinematográficos


A RTP abriu novas consultas públicas para projetos audiovisuais e cinematográficos, dirigidas a produtores e realizadores independentes, reforçando o apoio à criação em língua portuguesa. A iniciativa, que decorreu pelo 11.º ano consecutivo, abrangeu formatos como séries de ficção, telefilmes, documentários, animação e magazines, assim como longas-metragens para cinema. Este ano, integrou também propostas ligadas à música e às artes performativas, alargando o espectro criativo. Os projetos tiveram de apresentar orçamento, financiamento e possíveis parcerias, num processo que voltou a posicionar a RTP como agente ativo na dinamização da produção independente.


Hernâni expõe a erosão dos limites com EP “Vergonha é roubar e ser apanhado”


Hernâni lançou o EP Vergonha é roubar e ser apanhado, um projeto que refletiu sobre a inversão moral que identifica no quotidiano moçambicano. Ao longo das faixas, o rapper explorou a ideia de que o problema deixou de ser o ato de roubar e passou a ser apenas o risco de ser apanhado, apontando para uma normalização da impunidade. O artigo destacou ainda a forma como o artista ligou este fenómeno a falhas estruturais na sociedade, como educação, saúde e desigualdade, recusando simplificações e propondo antes uma leitura crítica que abre espaço à reflexão.


Paula Figueiredo cria uma academia que usa o jiu-jitsu para ajudar crianças a regular emoções


Na entrevista à BANTUMEN, Paula Figueiredo explicou como criou a Academia de Jiu-Jitsu Ocupacional, no Cacém, a partir da sua experiência com o corpo, o desporto e o trabalho com crianças. O projeto utilizou o jiu-jitsu como ferramenta para desenvolver autorregulação emocional, foco, confiança e consciência corporal, especialmente em crianças com necessidades educativas especiais. Ao longo do texto, foi evidenciado um método que parte da escuta e da adaptação ao ritmo de cada criança, envolvendo também famílias no processo, e que propõe uma alternativa às abordagens tradicionais que tendem a corrigir comportamentos em vez de os compreender.


Rodrigo Cardoso e o custo de chegar onde o mérito não chega sozinho


Neste artigo de opinião, Eddie Pipocas analisou o percurso de Rodrigo Cardoso, jovem da Buraca com um trajeto académico e cívico consolidado, que recorreu a uma campanha de financiamento para estudar na Sciences Po Paris. A partir desse caso, o texto problematizou a ideia de meritocracia, mostrando como o reconhecimento institucional nem sempre se traduz em condições materiais para continuar o percurso. Ao cruzar dados concretos da campanha com o contexto social de origem, a análise expôs as exigências adicionais impostas a jovens de contextos periféricos e questionou até que ponto o sistema está realmente preparado para garantir igualdade de acesso e continuidade.

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