Os artigos mais lidos da semana 23/53

June 7, 2026
Artigos mais lidos da semana 23/53

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O artigo mais lido da primeira semana de junho na BANTUMEN é o episódio 12 da série “Lisboa Africana”, dedicado à geografia noturna que ajudou a moldar a presença africana em Lisboa. O texto percorre espaços como o Monte Cara, o Lontra, o B.Leza, o Docks Club, o Kyanda, o Mussulo e o Ondeando, revelando como várias gerações de promotores, músicos e empresários transformaram bairros, discotecas e salas de espetáculo em pontos centrais da vida cultural afrodescendente na cidade. A seguir, o artigo dedicado à histórica participação de Cabo Verde no Mundial de Futebol de 2026, que reúne informação sobre a qualificação dos Tubarões Azuis, o percurso da seleção, o papel da diáspora na construção da equipa e os desafios que o país enfrenta na sua primeira presença numa fase final de um Campeonato do Mundo.


A lista continua com a entrevista à cantora cabo-verdiana Rislene, que apresentou Poi Beat, o seu álbum de estreia, construído entre o rap, o trap, o drill e as sonoridades tradicionais de Cabo Verde; o artigo sobre saúde mental e jovens guineenses na diáspora, que partiu do desaparecimento de Cheikh Tcham para refletir sobre depressão, migração e os tabus que continuam a existir nas comunidades africanas lusófonas; e, a fechar, a entrevista à atriz, cantora e encenadora brasileira Naruna Costa, que falou sobre arte, identidade negra, periferia, representação e o papel político dos corpos negros na cultura contemporânea.


Lisboa Africana #12: a geografia noturna da cidade, de Alcântara à margem sul


O episódio 12 da série Lisboa Africana percorreu a geografia da noite africana em Lisboa, da Rua do Sol ao Rato a Santos, Alcântara e margem sul. O texto revisitou espaços como Monte Cara, Lontra, Noites Longas, O Baile, B.Leza, Mussulo, Kyanda, Luanda, Docks Club e Ondeando, mostrando como clubes, promotores, músicos e empresários africanos e afrodescendentes construíram circuitos próprios, abriram palcos, consolidaram comunidades e fizeram da noite um território de memória, encontro e afirmação cultural.


Tudo o que tens de saber sobre Cabo Verde no Mundial 2026


O artigo reuniu a informação essencial sobre a estreia histórica de Cabo Verde no Campeonato do Mundo de 2026. O texto explicou como os Tubarões Azuis garantiram a qualificação, ao vencerem Eswatini e terminarem o grupo à frente dos Camarões, e contextualizou o peso simbólico do feito no ano dos 50 anos da independência. Também apresentou o calendário dos jogos frente a Espanha, Uruguai e Arábia Saudita, o papel da diáspora na seleção, a liderança de Bubista e a dimensão histórica de um país pequeno que chegou ao maior palco do futebol.


De "Tristi Vida" a "Poi Beat”: o percurso de Rislene até ao álbum de estreia


Nesta entrevista à BANTUMEN, Rislene revisitou o percurso que a levou de vídeos caseiros no YouTube ao lançamento de Poi Beat, o seu álbum de estreia. A artista cabo-verdiana contou como “Tristi Vida” chamou a atenção de Diogo Gazella, Ana Moura e, depois, da Sony, abrindo caminho para um projeto construído entre Portugal, França e Cabo Verde. O texto acompanhou a descoberta da sua voz, a relação com o crioulo, a escrita noturna depois de deitar os filhos, e a mistura entre rap, trap, drill, batuku, gaita e memórias familiares.


Quando a depressão "é coisa de branco": saúde mental e os jovens guineenses na diáspora


O artigo partiu do desaparecimento de Cheikh Tcham, jovem guineense que estudava em Castelo Branco e morava no Porto, para refletir sobre saúde mental, migração e silêncio dentro das comunidades africanas lusófonas. O texto mostrou como a depressão continua muitas vezes a ser desvalorizada ou lida como “coisa de branco”, sobretudo entre jovens que carregam expectativas familiares, isolamento, pressão académica e dificuldades de adaptação. A partir do caso, abordou o tabu, a falta de recursos especializados e a urgência de apoio psicológico acessível e culturalmente informado.


"O meu corpo negro na cena é um corpo político”, Naruna Costa


Nesta entrevista à BANTUMEN, Naruna Costa falou sobre o seu percurso entre Taboão da Serra, o teatro, a música, a televisão e o cinema, sempre a partir de uma leitura política da presença negra em cena. A atriz, cantora e encenadora brasileira revisitou a infância marcada pela ruralidade e pela violência periférica, a fundação do Grupo Clariô, a chegada à Netflix com Irmandade e a relação com As Clarianas. O texto mostrou como Naruna construiu uma obra atravessada por território, identidade, representação e pela defesa de uma arte capaz de deslocar estruturas.

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