Os artigos mais lidos da semana 27/53

July 5, 2026
artigos mais lidos da semana 27/53
©BANTUMEN/Nuno Silva

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O artigo mais lido da semana na BANTUMEN foi a entrevista a Fernando Semedo, o chef cabo-verdiano por detrás do The Cookie Cake, que falou sobre o percurso que o levou da cozinha da mãe, no Prior Velho, à criação daquele que muitos consideram o melhor bolo de bolacha do mundo. A conversa passou pela infância, pelo atletismo, pelo racismo, pelo empreendedorismo e pela vontade de fazer diferente.


A seguir, a entrevista a Bonga, que, aos 83 anos, refletiu sobre mais de cinco décadas de carreira, a responsabilidade de preservar a memória coletiva e o estado atual da música africana.


A lista continua com o artigo sobre a histórica campanha de Cabo Verde no Mundial de 2026, no qual nomes como Lisandro Cuxi e Djodje explicaram por que razão a presença dos Tubarões Azuis nos 16 avos de final não foi uma surpresa, mas a confirmação de um percurso de crescimento construído ao longo de vários anos. Em quarto lugar, ficou o artigo de opinião de Macaulay Pereira Bandeira sobre a forma como o Brasil começou a olhar para Cabo Verde durante o Mundial e sobre o que este interesse pode significar para um maior conhecimento das ligações históricas e culturais entre os dois países.


A fechar a lista, o episódio 15 de "Lisboa Africana", dedicado às palavras, expressões e línguas africanas que ajudaram a transformar a forma como Lisboa fala, mostrando como termos como “bué”, “bazar” ou o crioulo cabo-verdiano fazem hoje parte da paisagem linguística da cidade.


Fernando Semedo, o chef por detrás do melhor bolo de bolacha do mundo


A entrevista a Fernando Semedo percorreu o caminho do chef cabo-verdiano desde a cozinha da mãe, no Prior Velho, até à criação do The Cookie Cake, em São Bento. O texto acompanhou a infância, a mudança para o Miratejo, a passagem pelo atletismo, a lesão que interrompeu esse percurso e a entrada na cozinha profissional. Entre o Hotel Mundial, o restaurante de Miguel Castro e Silva, o Gin Lovers e o The Decadente, Fernando construiu uma trajetória marcada por técnica, insegurança, racismo, trabalho e rebeldia. O bolo de bolacha, criado em 2016, tornou-se o centro de um projeto próprio e de uma forma muito pessoal de fazer gastronomia.


"Temos mais famosos do que artistas", Bonga


Na entrevista à BANTUMEN, Bonga refletiu sobre mais de cinco décadas de carreira, mais de 400 composições e a responsabilidade de preservar a memória coletiva angolana e africana. Aos 83 anos, o músico revisitou a infância em Luanda, os grupos folclóricos, o semba, o atletismo no Benfica, a fuga para Roterdão e a gravação de Angola 72, disco que se tornou central na sua história. Também falou sobre o papel político da música, a permanência do kimbundu, a relação com Angola e a nova geração. Ao afirmar que “temos mais famosos do que artistas”, defendeu mais estudo, escuta, instrumento, mensagem e respeito pelo caminho aberto pelos mais velhos.


Lisandro Cuxi, Djodje e Izilda de Brito explicam por que Cabo Verde no Mundial não é surpresa


O artigo reuniu as reações de Lisandro Cuxi, Djodje e Izilda de Brito Robalo ao percurso histórico de Cabo Verde no Mundial de 2026, depois de a seleção chegar aos 16 avos de final de forma invicta. A presença dos Tubarões Azuis na fase a eliminar não foi vista como acaso, mas como confirmação de uma evolução construída ao longo de anos, desde a estreia na CAN de 2013 até à consolidação de uma equipa competitiva, organizada e profundamente marcada pela diáspora.


Estaria finalmente o Brasil (se) enxergando (em) Cabo Verde?


Neste artigo de opinião, Macaulay Pereira Bandeira refletiu sobre a forma como a campanha de Cabo Verde no Mundial de 2026 despertou no Brasil um interesse raro pelo arquipélago. A partir do futebol, o texto discutiu o modo como o Brasil, apesar da sua relação histórica com África, muitas vezes desconheceu países africanos e reproduziu uma visão limitada, eurocentrada e marcada por estereótipos. O autor analisou a identificação brasileira com os Tubarões Azuis, criticou leituras superficiais e fetichizantes sobre Cabo Verde e defendeu que o entusiasmo pelo Mundial deveria abrir caminho para conhecer melhor a cultura, a música, a língua, a história e os vínculos entre os dois países.


Lisboa Africana #15: A língua mudou “bué”. Fomos atrás dos comos e dos porquês


O episódio 15 da série "Lisboa Africana" investigou como palavras, expressões e línguas africanas transformaram a forma como Lisboa fala. Partindo de termos como “bué”, “bazar”, “ya”, “kota” e “garina” para mostrar a influência do calão de Luanda, do kimbundu e do crioulo cabo-verdiano e guineense na fala quotidiana da cidade.

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